tutorial: como fazer uma endoscopia. |
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a primeira vez que eu fui dopada, foi quando a luana nasceu. eu me contorcia de dores em cima de uma mesa no centro cirúrgico da maternidade (sim, eu tive dores, apesar de ter sido cesária), e daí a anestesista saiu do quentinho do seu lar em um domingo a noite para enfiar a agulha na coluna de uma mocinha de 18 anos. eu me lembro muito bem, daquela cólica multiplicada por 30 e eu me sentando, e de repente minhas pernas formigando. quando eu me deitei, até a minha cintura já estava anestesiada. rápido e sem dor. enfiaram 40 agulhas nos meus dois braços, mas eu nem ligava, porque o teto estava muito interessante. até que eu não conseguia mais respirar, e enfiaram aquele treco de oxigênio no meu nariz. eu sentia o médico e o auxiliar deles mexendo na minha barriga, senti o geladinho do iodo pra limpar o locar que seria cortado, sentia eles puxando minha pele. sim, parece horrivel, mas dor nenhuma. é muito bizarro. e o tempo todo eu tinha que esforçar MUITO pra responder perguntas simples, tipo "você esta sentindo alguma dor ou incômodo?". eu só sentia sono, muito sono. a médica disse que era por causa da morfina. e em coisa de minutos, a luana nasceu. e eu passei uma semana chorando de dor a cada vez que me levantava.
a segunda vez foi quando eu fiz uma cirurgia pra tirar um cisto. o médico me disse no consultório que faria anestesia local, e que em menos de duas horas eu estaria em casa. no dia do procedimento, eu fiquei duas horas dentro do quarto do hospital, sendo "preparada" para a cirurgia. parecia que eu ia operar o coração. aplicaram duas injeções enormes e doloridas e me deram comprimidinhos pra dormir. e de repente eu acordo numa sala do centro cirurgico em que ficavam os pré e pós-operatórios. me sentei e a moça veio correndo mandando eu deitar, eu tentava falar mas minha língua estava mole. me lembro bem dela dizendo "você tem que ficar deitada... já já o doutor vem aqui te buscar". e dormi de novo. dai acordei no mesmo lugar, e desci da maca pra beber água, a moça veio correndo e mandou eu deitar de novo, porque já já a minha cirurgia ia começar, ela me deu água na boca com canudinho (oun) e eu dormi de novo. abri os olhos e esta sendo operada. abri de novo e estava no quarto, com o moisa do meu lado, perguntado se estava tudo bem. tem certeza que aquilo foi anestesia local? eu entrei no hospital perto das 8 da manhã, e saí de tardezinha. duas horas bem demoradas.
e a terceira foi hoje. talvez a mais bizarra de todas. porque todas as vezes antigas eu lembro das coisas, agia como uma drogada, mas me lembro. hoje, eu acordei cedo, tomei bainho, a luana acordou sozinha e tomou café direitinho. fiquei quase uma hora esperando para ser atendida, e vou dizer tudo que se passou depois que me chamaram praquele corredorzinho.
uma mulher mandou eu me sentar numa mesa de consultório, me perguntou se estava de jejum ("sim, de 12 HORAS!!") e me deu um líquido pra tirar os gases do estômago. um homem do lado falou meu nome completo, e ainda perguntou se o "nonose" era de origem japonesa. a mulher procurou uma veia nas costas da minha mão e perguntou se eu estava nervosa. respondi que não, mas sentia fome e sono. aí vi o rapaz comentando que as pessoas geralmente tem medo de endoscopia e ficam tremendo e etc etc etc. enquanto ele falava eu sentia a mulher aplicando uma injeção que ardia na minha mão, e mandou eu abrir a boca. borrifou umas 5 vezes um líquido amargo para anestesiar a garganta. e disse "essa injeção vai de ajudar a relaxar...", e mandou eu abrir a boca de novo, para mais anestésico amargo pra garganta e...
eu acordei no sofá de casa.
com dor de cabeça, fome e azia. precisei vir aqui correndo, pra dividir essa experiência de suma importância pra vida de todo mundo.
tem que ter cuidado em recomendar bubble. não é um filme que agrade qualquer um. é um filme parado, se parece demais com a realidade e os poucos diálogos que possui, são pueris. eu porém, tenho alguma paixão por elementos banais, por personagens monossilábicos e expressivos. como kyle, o belo e entediado kyle, o rapaz de vinte e pouco anos que vê a vida passar na sua frente divido entre os dois empregos banais e sua amizade cotidiana com martha. martha e os olhos azuis, cuja a rotina suga suas expectativas, e vai sobrevivendo trabalhando, dando carona a kyle e cuidando do pai doente. martha e kyle pareciam estagnados (estariam?) até a chegada de rose, a mãe solteira e falante, que expressa desprezo com a pouca experiência de vida, e ao longo do filme se mostra interesseira e aproveitadora. e o silêncio que faria muitos se contorcerem na cadeira, me faz prender a respiração e quase sentir as investidas de rose, a inveja de martha e a apatia de kyle.
bubble tem uma história simples e previsível. talvez por isso eu não deva falar muito sobre ele ou os personagens. apenas assista, mas não espere mudar sua vida.
ria, e o mundo irá rir com você. chore, e irá chorar sozinho.
eu poderia dizer que oldboy é quase uma paulada na testa. a história é mais complicada do que eu imaginava, oh daesu é um homem comum, que faz uma cena hilária e irritante numa delegacia porque esta detido por arrumar confusão embriagado. quando liberado, liga de uma cabine telefônica para a filha de 3 anos, que esta fazendo aniversário. e some sem deixar vestígios. ou melhor, deixa: o presente que tinha comprado para sua filha. daesu se descobre preso em uma quarto de hotel, sendo precariamente alimentado e dopado com um gás para dormir. seu único contato com o mundo é uma televisão. e é por esse contato que descobre que é o suspeito pelo brutal assassinato de sua mulher. após tentativas frustradas de suicídio, ele decide "treinar" sozinho, se doutrinando com o que vê na televisão. e um dia, sem qualquer motivo aparente, daesu é solto. 15 anos depois.
e as únicas perguntas que enchem a cabeça de daesu (somente a dele?) é quem? e porque?. meio óbvio, mas o que ele mais quer é vingança. aliás, é esse o tema central do filme. seria qualquer filminho comum sobre um homem que quer fazer justiça sozinho em um mundo novo em sua liberdade vigiada. mas não. oldboy surpreende em todos os sentidos. vemos a cara do carrasco de daesu antes da metade do filme, o que nos deixa mais intrigado ainda, porque se a face do rapaz é mostrada tão cedo, quer dizer que vem coisa pesada por aí. e esse carrasco lhe dá 5 dias para descobrir quem ele é e porque ele fez isso. com a ajuda de um velho amigo e uma nova amiga, daesu corre contra o tempo, luta ferozmente, tortura supostos inimigos (argh, cena de dentes sendo arrancados com martelo... *ui*) e tem que recorrer ao passado tão insignificante (pra ele), onde as repostas caem no seu colo. apesar de um pouco doentio, é genial. nos faz pensar o que palavras erradas, ditas da forma e na hora erradas, podem fazer com as pessoas.
oldboy (2004) é parte de uma trilogia, do diretor chan-wook park, sobre vingança. não tem como ficar seco para se empanturrar com sympathy for mr. vengeance (Boksunen Naui Got, 2002) e sympathy for lady vengeance (Chinjeolhan Geumjasshi, 2005).
se isso te fez lembrar de kill bill, bom saber antes que oldboy é uma adaptação de um mangá japonês da dupla minegishi nobuaki e tsuchiya garon (e tarantino bebe nessa fonte até dizer chega).
para quem tem estômago pra cenas de violência e mutilações, é um filme perfeito. uma paulada na testa. como já havia dito.
os parabéns mais cheios de saudade do mundo. felicidades pra pessoa mais cheia de virtudes e compreensão. que me ensinou tanto em tão poucas palavras. uma espécie de second me, ou vice-versa. porque somos muito além de pai e filha. uma pessoa que ilumina qualquer um apenas com o olhar. porque ele sabe deixar transparecer o amor e a serenidade de que precisamos ver nas pessoas. e eu sou feliz por saber que posso contar com ele a qualquer momento da vida.
trilha sonora atualizada (?) |
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desde de manhã, uma melodia não saía da minha cabeça. na verdade ela me pega ás vezes, e ou eu estou ocupada demais ou com preguiça demais pra descobrir como era mesmo o nome da bendita banda da tal música que tem um arranjo tão suave.
hoje, depois do post abaixo, eu decidi organizar minha pasta. compactar tudo que deve ser compactado, e deletar o que não uso mais. depois de compactar e salvar e fazer um backup, claro, porque eu não jogo NADA no lixo, nem mesmo na lixeira virtual. e daí, vendo os 500 mil kits para fazer scrapbooks digitais, lembrei que tinha que fazer algo pro aniversário do meu pai (que é amanhã! \o/). sei que ele gosta dos meus textos, sei que meu pai lê meu blog, e espera muito mais que uma montagenzinha feita no photoshop. mas como eu estou atualmente viciada em photoshop e descobrindo maravilhas a cada dia, não adianta. esse ano as coisas serão mais visuais.
de repente eu ouço uma propaganda, dessas madrugadeiras, de caixinhas de cds que contém os hits de todas as décadas após o surgimento do rock (como se antes de 1950 não existissem discos). minha surpresa ao ouvir falarem na década de 70, era que a música de fundo era exatamente a música da minha cabeça, a trilha sonora silenciosa do dia. prestei atenção em somente uma frase e corri pro santo google que jamais me faltará. não foi difícil. aliás, não foi nada difícil, o primeiro link que apareceu me deu o ano do lançamento, o nome da banda e a tradução.
e agora, às 1:30 da manhã, eu baixo o disco homônimo, ansiosa por causa dos 91% concluído. mesmo caindo de sono, sei que vou ouvir essa canção umas 3 vezes seguidas, e dormir pensando nela. e de um modo de transformá-la em um hino de algum momento lindo (mais um ;]), que eu ainda vou viver.
then you find yourself a message and some words to call your own and take them home
ah, gente, rio negro é linda. cidade pequenininha, bonitinha, simpática, fria e várias coisas inhas por aí. as ruas são estreitinhas, têm canteiros bem cuidados, prédios velhos ao lado de coisas novas e lindas, e lojas fofinhas e sorveterias! (acho que todos sabem minha decepção com são josé, porque aqui só tem UMA sorveteria) a única coisa ruim é que tem muitas ladeiras. descidas e subidas de matar, e eu fiquei traumatizada com isso depois de morar na bahia. ah, e a outra coisa ruim é que, como toda cidade pequena, há um pequeno problemas com imóveis. porque as pessoas não investem em imóveis em cidade pequenas, quando saem deles, querem vendê-los. casas a vendas vimos de monte. e uma ponte de (mais ou menos) 100 metros separa o paraná de santa catarina. e em santa catarina há uma outra cidade, mafra, bem maior que rio negro e com ladeiras de matar três vezes. a cidade é um pouco confusa e poerenta, mas tem uma família que hostenta um hotel, um posto, um mercado e uma "loja de variedades". e foi no hotel dessa família que ficamos. hotel grande e silencioso. às vezes parecia assombrado, mas era legal porque eu e o moisa apostávamos corrida até o elevador.
seguimos pra um parque que era um seminário, enorme. se ficarmos olhando muito tempo para as janelas altas poderíamos ver fantasmas. é muito bonito, tem lugar pra gente sentar e esquentar o umbigo (coisa que adoramos fazer em parques de curitiba), há trilhas pros que gostam de andar (eu não). tem lojinhas, restauranre, tem um anfiteatro e estava acontecendo algo lá, tipo palestras de alguma coisa. e eu vi uma esposição bíblica, todas as cenas da vida de cristo feita com bonequinhos de palha de milho. e um mega presépio (o maior do mundo, hahah) também todo feito de palha. mas o mais impressionante, eram as cortinas vermelhas voando, que combinando com o piso de tábua rangendo, fazia eu me sentir em um red room improvisado.
i am the arm, and i sound like this... (ueuheue)
e depois vimos uma capelinha restaurada, muito pequena e bonita. mas daí chega de ver coisa verde e antiga, é bonito, mas não enche barriga. heheh.
moisa nos apresenta um pub pelo qual eu me apaixonei. apesar dos dvds da dani carlos e ana carolina. um barzinho que serve refeições leves e batata frita com queijo ralado em cima. cerveja boa, ambiente legal. um balcão de madeira e um freezer super antigo, provavelmente móveis do antigo armazém que funcionava ali. e fotos por todos os lados, da família do ex-dono do antigo armazém, cartazes de propaganda de cerveja na época em que as mulheres da propaganda apareciam vestidas (adorei a frase num deles, "água enferruja").
moisa e os retratos ao fundo, uma geralzinha do pub
voltamos pro hotel, boa noite de sono. e a luana toda agitada por causa das "novidades" dormiu logo e madrugou acordou cedissímo. a recompensa foi uma vista dessas da janela. ignorando o outdoor sem-vergonha bem na nossa cara... hahaa rola pra cá e rola pra lá, a preguiça de domingo é a mesma, não importa onde você durma. saímos rumo a nossa casa perto das 11, almoçanos em um restaurante na rodovia que poderia entrar pros melhores restaurantes do mundo fácil fácil.
pois é, agora eu já tenho um caso com rio negro/mafra, e mesmo que eu não me mude pra lá, vou querer ir sempre. pra ter outro final de semana gordo e preguiçoso.
amanhã iremos viajar. a tempos eu quero viajar, fazer malas, lanchinhos de estrada, dormir em hotel... e amanhã a gente parte. o motivo da viagem é interessante: vamos conhecer rio negro.
mesmo não sabendo quando nos mudaremos pra lá, ou até mesmo se mudaremos pra lá, vamos conhecer a megalópole, ir em imobiliárias, ver barzinhos, lugares legais etc e etc. relaxar todo o final de semana em ares diferentes. e quem sabem com um mega strudel de maçã fresquinho do lado.
por isso ficarei todo o final de semana fora, tirando quilos de gigabytes de fotos, porque lá não há turistas sem noção (hehehe).
***
andei aprendendo truquesinhos no photoshop. super legais. acho que postarei os tutoriais por aqui.
mas só quando essa dor de cabeça constante passar.
no último sábado, eu, moisa e luana fomos finalmente conhecer outro ponto turístico de curitiba, a ópera de arame. depois de quase um ano e meio morando a menos de 5 minutos da capital, eu só conheço o jardim botânico, (o bairro) santa felicidade, a rua XV e o museu oscar niemeyer (por fora). acho que pelo fato do treco ficar sempre ali, quietinho no mesmo lugar, a gente sempre deixa pra depois. mas daí, com vontade de andar de carro decidimos atravessar a cidade e nos aventurar com uma mapa incompleto. não foi difícil. quando achamos que estávamos perdidos, placas em português/inglês nos dizia onde ir para chegar à wire opera house.
chegando lá, vimos o quanto esfriou em questão de minutos. e muita gente indo e vindo, falando em línguas diferentes e estilos diferentes. eu sabia que não seria grande coisa, lugares como esses são lindos pra se fotografar, olhar e ir embora. nada que levasse mais de meia hora. e realmente é lindo. o lago, os patinhos, as carpas gigantes, a ponte, o teatro (eu pensei que era maior). até tem cachoeirinha, e a "parede da fama".
e tem um banquinho, colocado ali estrategicamente pra tirar fotos em dois ângulos, com a cachoeirinha ao fundo ou com a ponte ao fundo. no máximo 4 fotos, e sair do banquinho pro proximo turista tirar sua fotos e por no orkut. acontece que nem todo mundo pensa assim. eu, turista abobada que tira foto até da formiguinha que anda no corrimão da escada, queria muito tirar fotos no banquinho, pegar um ângulo legal e guardar de lembrança da minha primeira vez na ópera de arame. moisa me entende, e espera pacientemente, os 3 casais de namorados tirar fotos. e daí chega o amigo dos casais. e os amigos do amigo dos casais. e sentam de 3 em 3 no banquinho, e depois só os homens, e depois só as mulheres, e depois só os casais, e depois só sei-lá-que-definição, e depois todo mundo, e tira outra porque sei la quem saiu de olho fechado, e agora com fulano no colo de sicrano, e depois... e assim foram quase 10 minutos em pé, olhando com cara de *ódio* pras pessoas implorando para que fossem bons turistas e liberassem o caminho, não só pra mim, mas pras outras 2 famílias que esperavam.
queria muito ter poderes psiquicos nessas horas, e fazer as pilhas das cameras estourarem e as câmeras estragarem e eles perderem pra sempre as fotos. ou alguém ter um acesso de tosse e cancelarem a sessão fotográfica, ou alguém vomitar no colo de alguém, ou o banquinho quebrar e todo mundo cair no lago, ou somente se mancarem que eles não eram os únicos turistas com câmeras ali.
mas como eu não tenho poderes nenhum, inclusive de "lutar" pelos meus direitos e ser caruda de falar pra todo mundo cair fora e que 735 gigas de fotos do mesmo lugar era extremamente brega, tirei uma foto em pé mesmo, uma auto-foto, com o moisa segurando a câmera (porque o braço dele é maior) e meu rosto sendo cortado quase 80%.
o ângulo com a cachoeirinha ao fundo era meio impossível de se conseguir senão sentada no banquinho. obrigada, turistas.
sabedoria popular, parte 2. |
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Então, como eu gosto do meu curso o suficiente pra fazer propaganda dele, doei meu fim de semana pra participar da feira de profissões da UFPR. Além de água, comida e uma camiseta for free, ainda escuto coisas maravilhosas, tipo "então, eu tô meio na dúvida se eu faço psicologia... minha terapeuta falou que eu tenho dificuldades de lidar com gente feia" , "você faz psicologia? me hipnotiza, por favor?", "quando é que estuda espiritismo?" ... ou ainda duas perguntaram se era verdade que a gente ganhava o ratinho quando começava o curso e que tinha que matar o coitadinho no último ano, pra provar que nao tinha criado laço emocional.
na madrugada de quarta-feira (15/08), eu e luana passamos muito mal e moisa nos levou a um hospital. o que costumamos ir está em obras, o que obrigou o moisa levar a luana na ala da pediatria pra ser atendida pelo pediatra de plantão, e eu fiquei ali nos box do PA, e fui atendida ali mesmo. havia uma turma de estudantes de medicina, ou residentes, não sei. eles atendiam os pacientes que chegavam e depois dois professores passavam olhando e esses estudantes falavam tudo detalhadamente, sobre a consulta, o provável diagnostico e o que eles fariam com o paciente. aí o médico avaliava e, caso o estudante estivesse errado, corrigia ali mesmo, na frente dos outros estudantes e dos pacientes. me senti uma cobaia, mas é interessante ver esse tipo de coisa. as pessoas perto de mim ficaram bravas, e protestavam falando baixinho e pra si mesmo que era pessoas de verdade com doenças de verdade, e não testinhos pra "estagiários". acho que ninguém reparou no "universitário" no nome do hospital.
no box em frente ao meu, havia uma moça de 20 anos. bem vestida e com um cabelo lindo de morrer de inveja. ela reclamava de tosse seca, dores no peito, nos olhos e na cabeça. e tudo isso piorava quando ela se abaixava ou deitava. o médico, um japonês com sotaque brasiliense, olhou a ficha dela e falou pra todo mundo ouvir (os pacientes morimbundos e os estudantes tímidos) que o que ela tinha era uma gripe forte e que ela era nova demais pra fumar 8 cigarros por dia, e que deveria parar. ela ficou sem ação (haha tadinha) e falou baixinho "ah, geralmente eu fumo menos que isso..." mas não adiantou nada, porque o médico saiu sem olhar pra trás. é muito triste pensar que aquele bando de estudante gentil, que treme quando vai tirar sua pressão, se tornarão médicos chatos e arrogantes. mas ok, acho que nem todos.
e na maca em frente a essa moça, tinha uma velha faladeira. ela dormia sentada numa cadeira, dizendo que não conseguia dormir em maca, com aquele monte de luz na cara dela. depois eu percebi que ela não deitava na maca porque não consegia subir, ou não tinha equilíbrio. e essa velha, depois que o médico japonês de brasília saiu, ficou passeando por nós, falando que esses medico não sabe de nada, que esse negócio de que gordura mata, que cigarro mata, que cervejinha mata é tudo mentira, que o que mata a gente mesmo é as emoções. aí, vendo a cara de todo mundo de q, ela explicou: quando a gente ta nervosa, a gente treme, as vista escurece, as perna fica bamba, dá acelerada no coração, ai parece que a gente vai morre né? isso sim faz mal. ficar nervosa. quando você fuma um cigarrinho você não fica relaxada, não fica tranquila?? e desde quando tranquilidade mata alguém?
ontem, entre uma vomitada e outra, entre um ataque de tosse e outro (ahah que nojo) eu e moisa assistimos the simpsons - o filme. muito fino, parece que foi gravado de uma tela de cinema, a legenda é embutida com português de portugal e há traduções de coisas escritas em alemão. mais pirata impossível. mas o som era perfeito.
é bem divertido, ainda mais quando a gente vê na abertura o bart escrevendo no quadro como punição "i'll not illegaly download the movie". o green day morrendo como se estivessem no titanic, sendo apedrejados pela multidão por falar sobre meio ambiente num show de rock (HAHA adorei essa, apesar de ser fã do green day). e o homer que adota um porco e o chama de "spider-pig" (HAHAHA) e depois muda seu nome pra "harry piggy". e o schwarzenegger como presidente dos estados unidos. hehehe e melhor eu parar por aqui, senão conto o filme inteiro +.
é bem legal, mas sinceramente houve episódios mais engraçados.
agora o proximo passo é achar a legenda pra 200 cigarros, filme qual a rachel mandou eu baixar pra assistir. mas isso só quando eu melhorar, ou conseguir parar de vomitar.
e o prêmio que eu recebi pelos quilos perdidos, foi uma bela duma gripe. na verdade é uma virose que me faz vomitar o nada que eu não consigo comer. e ficar nesse estado pré-febril. e ter areia nos olhos. e o sono de meu deus.
morrerei, amigos.
***
acho que isso explica porque eu não duro 10 segundos em jogos de zumbi, tipo resident evil.
hoje de manhã eu estava de bode. na sexta fui a uma gastroenterologista e depois de eu contar minha vida toda, dela me apertar inteira, chegou a conclusão que, o que eu tenho é provavelmente, uma hérnia de hiato (preciso fazer exames ainda, mas é quase certeza). aí hoje de manhã passei longos minutos lendo sobre isso. e me deprimi porque o que não mata, engorda. mas também te deixa doente e depois não pode comer mais. não tem graça.
Os alimentos ricos em gorduras comumente fazem piorar o refluxo e representam um problema particular quando comidos rapidamente e juntamente com bebidas carbonatadas de cola, álcool ou café. (...) Dentre os mais prejudiciais estão as especiarias, as frutas cítricas, o suco de tomate, o picles e o vinagre. O café e o cigarro aumentam a acidez estomacal. O chocolate e a hortelã tendem a relaxar o esfincter do hiato.+
imaginem, não é simplesmente uma dieta, onde a gente diminui a quantidade do que se gosta mais, e depois de um esforço temos a recompensa de alguns quilos a menos. não é isso, é uma proibição, é o fim, acabou, riscar da lista, abolir da vida. é aquela, ou você sofre por não comer ou sofre por comer. fiquei mal, juro. exemplo, eu adoro café. amo. amo mais ainda quando meu vô vem todo contente me dar 40 quilos do café que ele mesmo produz e é o mais gostoso do mundo. antes eu evitava café, agora eu não posso. e há uma diferença gritante entre evitar e não poder. assim será com picles, coca-cola, suco de laranja, caipirinha, chocolate... *suspiro*
mas esse estado jururu tomou conta de mim somente até às 5 da tarde. segui corcunda e infeliz pro consultório do doutor castrinho, comentei a ironia de na sala de espera de um endocrinologista uma televisão em um canal qualquer passava uma reportagem sobre obesidade mórbida. e a novidade: perdi 5 quilos em um mês. 5 quilos! e um mês!! *saltinhos*
e daí o médico mandou eu chegar em casa e pegar um pacote de 5 quilos de arroz e carregar pela casa, só pra ter uma idéia do peso que minhas pernas e minhas costas se livraram. achei meio ridiculo, ha ha ha. mas confesso que fiz isso, e... bem, é um peso e tanto. quando o excesso esta nos seus braços e não no seu traseiro a gente nota melhor a diferença. estou feliz da vida, quem precisa de picles e coca-cola quando se tem chá verde e 5 quilos a menos??
não estou falando só fisicamente, mas pra quem viu o desenho, sabe que o shrek tem um coração lindo e gigante. e é esse meu papai, dono desses olhinhos puxados e doces. da voz calma. da risada espontânea. meu pai que assiste televisão deitado no chão, se apossa do controle e muda de canal de 5 em 5 segundos. e muitas vezes dorme, e se a gente muda de canal, ele acorda e manda por de volta. e depois dorme de novo. cochilo com som ambiente. hehe.
pois é, o que não me faz ficar com uma ponta melancólica nesse dia (e sabendo que daqui umas semanas, é seu aniversário) é saber que muito em breve nos veremos novamente. muito em breve. vou tirar o atraso de todos os dias dos pais que ele passou longe, compensar cada abraço não dado, e fazer valer os abraços virtuais. porque felicitar pessoas que a gente ama virtualmente perdeu a graça, e chega a machucar.
te desejo, pai, felicidades desse domingo que é todo seu. sinto muito sua falta, muito mesmo. feliz dia dos pais.
***
sem esquecer também, o pai da luana. o pai que eu vi surgir e crescer do meu lado. o pai que me faz sentir a melhor mãe do mundo, a mãe mais amada.
aqui é assim, se de dia, mesmo como sol quente, na sombra você sente frio, é sinal de que de noite o vento será cortante e neblina pra dar e vender e trocar. hoje estava desse jeito. mas mesmo assim a gente foi. a festa só iria até domingo, e naquele dia de manhã, quando eu ouvi o carro de som anunciando a "sexta (pausa) festa do vinho (pausa) de são josé dos pinhas!" eu exigi pro moisa, nós vamos!. frio, blusas de lã, muito vento e muitos carros. o caminho nos era familiar, porque a festa era numa colônia famosa aqui, onde há o "caminho do vinho", lugar dos deuses que, como o nome já diz, tem muito vinho. é uma espécie de reduto dos descententes de italiano da região. deve haver poloneses, alemães e o resto da polacaiada. é uma estrada cheia de chácaras, e nessas chácaras as pessoas vendem doces caseiros, vinhos caseiros, produtos artesanais e mais um monte de coisa colonial muito boa, que faz mal a saúde e engorda bastante. o salame caseiro é de fazer babar galoens.
chegando lá, o estacionamento gigante, pela simbólica quantia de 5 reais. e a outra simbólica quantia de 3 pra entrar. era beneficente, oras. me lembrei na hora da festa do milho, quando eu era criança pequena em palmital, paraná. mas, assim, "fisicamente" não tinha nada a ver com a festa do milho. na festa do milho o chão era de pó de serra pra gente não sujar os pés na lama, tinha um parquinho no qual eu me esbaldava, e muita comida, barraca de tudo que era possível imaginar. engraçado era que eu quase nunca via milho pra vender. na festa do vinho, cada chácara da colônia tinha uma barraca, a grande maioria de vinho (jura?) e demais produtos da sua respectiva lojinha. fomos direto na "adega bortolan", que já temos prova de ser o melhor vinho de todos. tinha um palco bem no centro do local, um povo vestido de ordenhadeira dançando num frio de matar. eu respeito grupos folclóricos, mas a maioria parece que esta prestes a ir tirar leite de vaca. muito legal, compramos vinho, mini-pizza, refrigerante e chocolate. e sentamos. tiramos fotos, conversamos. depois de meses, eu bebi algo que não fosse refrigenrante sem açúcar ou chá verde. a luana, feliz com as danças alemãs, devorou sua mini-pizza de calabresa e negou metade do chocolate de brigadeiro com côco.
e aí começou o ponto alto da festa, algo que eu esperava muito: o concurso da rainha da festa do vinho. eu queria ver, sério. adoro ver esses concursos, olhar as meninas normais desfilarem e o resultado ser previsível. como eu já imaginava, 99% das meninas eram loiras (umas falsas, outras não) e pra minha surpresa (porque?), jovens. muito jovens. eu me lembro bem dos concursos de "garota country" que acontecia na "festa country", quando eu era criança um pouco maiorzinha em mairi, na bahia. não sei se era porque eu era muito nova, mas todas elas pareciam adultas. deviam ter entre 16 e 20 anos. na festa do vinho as meninas tinha entre 14 e 15 anos. TODAS. luana reclamava que queria ir embora. e só deu tempo de ver a apresentação inicial, peguei simpatia pela "tais", de 15 aninhux. mesmo sorrindo muito nervosamente, andando dura e torta (resultado de um sapato se salto alto que não deve estar acostumada) e não ter "torcida organizada" (leia-se família numerosa e amigos de colégio barulhentos), era a mais bonita de todas. gostaria muito que ela ganhasse.
na hora de ir embora, notamos que uma massa estava chegando. como as pessoas chegam numa festa às 21:30, sendo que ela acaba às 23:00?? claro que não ACABA, acho que só o palco principal que para de mostrar gente dançando, as barracas devem funcionar até à uma da manhã... mas mesmo assim, tava frio demais. bando de doido. ok, seguimos pro carro e rumo a saída do estacionamento gigante. surpresa na hora de entregar o papelzinho pro moço, anotaram a placa errado. aí foi aquela coisa, chama o policial, mostra documento, ele olha pra nossa cara (quem roubaria um carro com uma mulher e uma criança a bordo?), pede desculpas "obrigado, boa noite". queria saber quem foi o TAPADO que confundiu um "3" com um "7".
calma. não é meu profile-fantasma no orkut. é a surpresa que eu tive, ontem de noite, quando vi um nome estranho na minha lista de amigos, fui averiguar e... tchum, um perfil com um explodingdog (como o meu perfil) e um trecho do poema de billy childish (como o meu perfil). coincidência? eu pensaria que sim, se o dono do perfil não tivesse me enchido de perguntas uns dias atrás, sobre a foto e sobre o about me. agora até o my generation is for sale que hostenta no msn eu já acho copycat. esse foi meu nick por meses, e hoje é o título do meu fotolog.
estou sem graça pra chegar e dizer "pô amigo... faça de um jeito que eu não descubra ok?" não ligo pra que copiem coisas minhas, mas de um modo descarado assim chega a incomodar.
editado: ah, e "carlo von sexron" é o pseudônimo do josh homme no eagles of death metal.
por um mundo mais cor-de-rosa. |
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abandonei tristessa. sim, joguei-a de lado. cansei dela e de seu sotaque, suas histórias, suas frases de que deus me pagará em dobro e cansei da babação de ovo do jack. cheguei numa parte em que ela está no nível máximo da decadência, está insuportavelmente chata, e até o eterno apaixonado (narrador) não aguenta mais os chiliques viciados. apesar do livro tratar as drogas de uma maneira bem realista, nem endemoniando (?) nem glamourizando, cansei. não esta me envolvendo.
vamos para marian keyes e o casamento. porque eu sou mulherzinha, a capa é cor-de-rosa, e (acho) esta mais perto da minha realidade. casório?!, me salva dessa.
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voltei a tomar chá verde. uma semanas atrás, quando voltava do pediatra da luana, paramos na casa do pão de queijo pra tomar café. sim, saímos de casa sem tomar café porque eu já planejava passar naquele lugar bonitinho no caminho de casa (e é uma BOA caminhada). e enquanto luana devorava seu salgadinho de salsicha com mostarda e bebia chocomilk, eu me contentava com meia dúzia de pãezinhos de queijo. até que vi o freezer de bebidas, e vi uma garrafinha de chá verde com maracujá. na hora, veio o flashback, de eu almoçando na cozinha de uma madeireira que trabalhei. eu tinha 15 anos e uma única amiga do serviço. a única brasileira. a única menina além de mim. o nome dela era "midori" e ela odiava chá verde. (pra quem não entendeu, midori em japonês quer dizer verde) e na cozinha da madeireira, tinha um garraga gigante de chá verde, sempre quentinho. eu bebia litros, na hora do almoço e na hora do intervalo da tarde. aí, depois de uns meses, eu troquei de emprego. e parei de tomar chá verde (e passei a tomar chá preto, ou ooronto chá, como dizia a latinha).
e daí, sentada no balcãozinho da casa do pão de queijo eu redescobri o chá verde e agora passo o dia todo com uma canequinha na mão. até porque eu sei que não tem caloria nenhuma.
A sensibilidade dentária é a dor causada por desgaste da superfície do dente. A causa mais comum desta sensibilidade na pessoa adulta é a exposição da raiz dos dentes na área cervical, ou colo, devido à retração gengival. Como a raiz não está coberta pelo esmalte, milhares de canalículos que vão do centro do dente e levam o feixe nervoso da polpa até a superfície ficam expostos e acusam a dor. Quando o calor, frio ou pressão afeta esses canalículos, você sente dor. Ignorar os dentes sensíveis pode levar a outros problemas de saúde bucal. Especialmente se a dor fizer com que você não escove bem seus dentes, tornando-os vulneráveis às cáries e doenças gengivais.
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You are Bettie Page Girl next door with a wild streak; You're a famous beauty - with unique look; And the people like you are cultish about it.
não contei aqui, mas esses dias atrás acho que tive uma bela duma intoxicação alimentar causada por um biscoito de polvilho. o biscoitinhos que me fizeram gemer de dor e choramingar de dor e vomitar o que não havia no estômago a madrugada toda e uma boa parte do dia. peguei nojo e medo e fobia de biscoitos de polvilho. de novo.
a primeira vez foi quando estava grávida e não sabia. eu e moisa fomos a uma locadora e no caminho a uma padaria. na minha gula habitual, comprei três pacotes imensos de biscoitos. durante o filme, eu e moisa devoramos dois e meio. passei dias sentindo sentindo ânsia só de ouvir falar em biscoito de polv.... só voltei a comer quando a luana já era grandinha e tinha dentes. mas não foi coisa de mulher grávida. eu não tive enjôos na gravidez. só nojinho de algumas coisas. hahah.
e agora, a poucas horas atrás, eu comi metade do que estou acostumada a comer de pão-de-alho. eu *coração* pão-de-alho. e estou com náuseas. e com medo de ir dormir, e acordar às 3 da manhã com o pacman na minha barriga novamente. ai meu bom deusinho, não faz isso comigo de novo não.
ps - baixei o novo filme dos simpsons aqui \o/ mas o sono está mais forte que eu. se eu sobreviver essa noite, venho contar como foi estar no inferno novamente. oh.
acabei de ver histórias proibidas. dessa vez não cometi o erro de deixar o filme mofando no computador. procurei feito louca por legendas hoje a tarde, e nenhuma dava certo. o jeito foi arranjar alguma em outra língua, e "colar" as falas em português. minha sorte foi que a "outra lingua" era português de portugal (isso quer dizer que eu não tive que mudar muita coisa, mas mesmo assim, tive que olhar frase por frase).
o filme é ok. um ok meio boca torta. a impressão que tive, é que solondz estava com dinheiro sobrando e muitas idéias na cabeça. aí desenvolveu tudo meio que na correria, com a ânsia de terminar logo. o filme se divide em duas partes (que não se complementam). a ficção, que conta um breve caso de um casal de namorados aspirante a escritores. o garoto tem paralisia cerebral, e acha que a namorada esta interessada pelo professor, um vencedor do prêmio pulitzer, mesmo ele sendo irritante. daí o garoto termina com ela e ela sai pra espairecer. e quem ela encontra num bar escuro, sentado num canto, fumando e bebendo, como se estivesse esperando por ela? quem? quem? quem? tão clichê... tsc. achei as cenas um pouco fortes, porém necessárias. a aluna, que meio que, "timidamente", se derrete na frente do professor, descobre que ele é um belo filho-da-puta (óóóóóóóóó). racismo mal explorado, mas o fim da ficção num ponto perfeito.
a não-ficção, mostra um diretor de documentários sem dinheiro e sem iniciativa. e cai do céu (mais precisamente no banheiro) uma mina de ouro pra sua idéia brilhante. e ela se chama scooby, um jovem apático, meio gay, sem saber o que quer direito da vida. e sua crise: o teste de admissão pra faculdade, a qual ele não quer ir. ah claro, e sua família descontrolada. o pai gordo e autoritátio, a mãe hipócrita e teatral, o irmão do meio jogador-de-futebol-popular-com-namorada-loira, o irmão caçula que tende pro lado geek, mas é mais esperto do que se imagina. e a empregada velha e com sotaque espanhol. de repente uma tragédia na família, e o documentário que poderia se tornar algo sensacionalista, só faz a platéia (numa exibição teste) rir e rir.
a segunda parte sozinha já seria um bom filme, se explorassem melhor o irmão do meio. o caçula é ótimo, inteligente e lutando por espaço. a empregada, cansada e sempre chateada, com suas respostas em frases-feitas ("foi a vontade de deus"), típico de ignorantes, sempre na ponta da língua. enquanto scooby, o central, passa boa parte olhando pro nada, com aquele ar inexpressivo. há fiapos de comédia, que foi feito mesmo pra se rir, nada daquela coisa tragicômica. inclusive a alfinetada no filme beleza americana. já que tudo que o superestimado beleza... fez foi diluir a fórmula de felicidade (e depois papar todo o crédito), nada mais natural que solondz devolvesse a gentileza. com direito a musiquinha irônica e tudo. +
infelizmente terei que concordar com aquele povo que diz que é o pior filme de solondz. perto do que já vi dele, esse é bem ruinzinho. mas não é nada insuportável, não é um filme que me faça querer de volta os minutos perdidos. até porque, eu sincronizei a legenda, pô!
napoleon dynamite soundboard. |
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e aí a akaa, a autora do layout do que legal zine, me deu a dica de um soundboard do filme napoleon dynamite. lembra que eu falei do jeito engraçado que ele falava FREAKIN' IDIOTS e GOSH???
então, agora não precisa mais ver o filme pra saber como é. basta clicar nas frases pra ver a comédia enrolando a língua.