seguinte, eu comecei um tratamento pra que meu estômago podre não seja mais tão podre. e o tratamento consiste em 35 dias de medicação que me faz passar mal, ter um cachorro na barriga, ficar com gosto horrivel na boca e sentir vontade de vomitar. e eu estou na fase inicial, a pior de todas. 7 dias tomando 4 cápsulas imensas em jejum de manhã e mais 4 cápsulas imensas de noite. ou seja, quando eu estou melhorando dos 4 chumbinhos da manhã, eu tomo mais quatro e passo mal o resto da noite. mas eu aguento, eu sou forte. se for pra não ter mais azia, nem soltar arrotinhos ácidos, nem sentir caldinho me queimando a garganta, nem dores insistentes, nem ataques de refluxo que só somem quando eu vomito, i can hold it.
por isso, se eu sumir do blog é porque estou ali no sofá, chorando e me perguntando o que eu fiz de tão errado nessa vida pra merecer isso.
***
e a novela acabou, eim minha gente. se eu tivesse participado de um bolão, perderia feio. a tatiana continuou quieta na melhor cena de toda a novela, somente fazendo figuração. pelo menos ela não estava lixando unha. achei pleno essa revelação que deu todo um sentido pras coisas que aconteciam. como sempre o bandido morre, porque todo mundo sabe que ir preso não adianta nada. gostei do fim do ivan também, final feliz pro bastardinho seria folhetim-século-XVIII demais. bebel ficou forçado, cena da cpi foi tosca.
final foi fraco, mas katie-wagner-holmes-moura foi divino com aquele cara insana de quem não tem mais nada a perder.
#1 - sinto que nem julette and the licks abrindo, vai salvar isso de ser um show de horror. mas eu gostei do coleguinha dela dizendo "do caralho".
#2 - senti vergonha alheia do titio suplicy. mas ele deve ser um tiozão legal quando esquecemos que ele é senador.
#3 - tive a leve impressão de que só existem três bandas no brasil: pitty, fresno e nxzero. cpm22 já é over, totalmente last week.
#4 - alias, o ponto alto foi o microfone do rapazinho do nxzero falhando na hora do agradecimento. adörei.
#5 - jimmy do matanza, eu te adoro. muito. adoro sua banda, adoro suas músicas, adoro até as letras machistas. até o fato de apresentar aquela imitação chinfrim de pimp my ride eu passei por cima porque acho engraçado seu jeito rabugento. mas depois dessa "me sinto íntino de iris stefaneli", eu corto relações. abraços. (hahah)
#6 - joão gordo dançando a dança do siri foi algo nojento. pânico na tv, que seria a parte cômica da festa, foi quase nulo.
#7 - eu juro que tento ser indiferente a cansei de ser sexy. juro. eu não gosto daquelas músiquinhas chatas, e acho a lovefoxxx uó. mas não dá. horror, medo, repulsa, alergia.
#8 - marilyn manson foi algo surreal. sério, não dava pra acreditar que era ele mesmo ali. foi legal.
#9 - depois da meia noite, é liberado palavrão na transmissão ao vivo. e bárbara paz aproveitou pra soltar uma sequência de "porra" que me deixou irritada. tudo para vender playboy, minha gente.
#10 - eles se esforçam. deve ser super legal pra quem ta lá. mas pro povo aqui, que senta no sofazinho, é a coisa mais chata do mundo. não sei porque eu ainda insisto em me torturar assim.
também tentou matar marion e o olavo. porque ela ainda é doida pelo ivan e todo mundo que morreu ou quase morreu se relacionava mal com ele. crime passional gente! percebam que depois que o ivan largou ela, a menina ficou meior perdida na novela, e o único motivo de manterem a guria lá lixando a unha na casa da bebel seria pra ter um "climax" no final né? só pode, senão coitada dela.
Há dez anos atrás eu... tinha 13 anos, era praticamente a única menina do colégio que ainda usava calças de moleton e não chegava na segunda-feira toda afetada contando pra deus-e-o-mundo que tinha "garrado" alguém na matinê da (finada) kalahari. ouvia green day e estava passando da fase hanson. minha vida social era andar de roller com o pessoal da minha rua, fazer guerra de mamona e jogar vôlei atrapalhando os carros ou alguma coisa bem ociosa e pré-adolescente. a vida noturna se resumia a festinhas na casa de amigos, onde álcool era proibido e condenado por nós, pois éramos pessoas direitas. as festas eram regadas a som do momento, tipo axé e dance. e sim, eu me divertia. (incrível como a gente muda em questão de dois anos)
Há cinco anos eu... fazia terceirão em um colégio cheio de gente rica e com mais pose que dinheiro. estudava pro vestibular, estava num namoro sério, dormia e acordava cedo. foi quando uma intercambista tailandesa veio morar em casa, fiquei bem proxima dela por ela ser dois anos mais nova e eu ser a única em casa que falava inglês. estava emagrecendo, fazendo novas amizades e aproveitando a vida de um modo diferente. diminuí nas loucuras, só saía com o moisa em programinhas lights de namoradinhos apaixonados. no finzinho disso, eu engravidei.
Há dois anos eu... passei pelo momento mais crítico da minha vida. sem emprego, sem rumo, pensei em ir pro japão com o moisa e a luana, já que toda minha família estava lá. engordava desenfreadamente, muitas brigas e crises. mas ao mesmo tempo foi a época de várias festinhas animadíssimas.
Há um ano eu... mudei de cidade e de vida. moisa arrumou um emprego e as coisas foram se ajeitando. passei a fazer planos mais concretos, e começar a andar pra colocá-los em prática.
Há seis meses atrás: foi o mês do meu aniversário. e do moisa. e da luana. moisa teve uma conjutivite grave e ficou duas semanas em casa, enquanto arrumava todos os documentos pra trocar de emprego. viajamos pra maringá de "férias", uma semana divertidíssima, revendo amigos e festando muito. fui ao show do matanza e nunca mais vou esquecer. fiz um concurso pra secretaria de saúde, o qual fiquei incrivelmente bem colocada. mas ainda não me chamaram. heeh.
Hoje: minha vida é manter tudo em ordem dentro de casa, tanto a casa em si quanto os moradores. ordem física e mental. ahah. penso em fazer outro concurso, pra prefeitura de rio negro. estou fazendo regime, já perdi 8 quilos. descobri alguns problemas gástricos e estou tratando. em breve precisarei fazer uma cirurgia no abdômem, "colelitíase". o dia esta bonito, há sol e o vento esta gelado. luana não foi a escola e esta me enlouquecendo. moisa esta em rio negro e volta ainda hoje. estou feliz.
Amanhã: tenho que ir fazer uma radiografia bucal e exames de sangue. ah, não esquecer de pegar o resultado do eletrocardiograma.
Cinco coisas sem as quais não posso viver: (vou evitar o óbvio tipo "moisa, luana, água, oxigênio") 1 - coca-cola (ou qualquer outro refrigerante, pode ser diet mesmo) 2 - internet (minha querida vida social) 3 - filmes (pipoca com cerveja!) 4 - photoshop (terapia ocupacional) 5 - plano de saúde (haha se você leu acima, vai entender)
Cinco coisas que eu compraria com cinco mil reais: 1 - uma câmera digital nova e fodona. 2 - livros legais. 3 - algo que a luana queira. 4 - uma esteira pra exercitar vendo sessão da tarde (eheh). 5 - alguma viagem breve.
Cinco maus hábitos: 1 - dormir demais. 2 - perder a noção do tempo na internet. 3 - teimosia. 4 - tomar muito refrigerante. 5 - deixar tudo pra depois.
Três coisas que me assustam: 1 - terror japonês. 2 - me perder. 3 - ventos fortes demais.
Três coisas que estou vestindo nesse momento: 1 - meias brancas. 2 - calça preta. 3 - blusa cinza de manga comprida.
Seis das minhas bandas favoritas: 1 - queens of the stone age. 2 - eagles of death metal. 3 - legião urbana. 4 - green day. 5 - matanza. 6 - dirtbombs
Três coisas que eu realmente quero agora: 1 - emagrecer 15 quilos num passe de mágica. 2 - que alguém passe a roupa pra mim. 3 - que alguem invente alguma pílula anti-preguiça.
Três lugares onde quero ir nas férias: 1 - road tripping para buenos aires. 2 - rio de janeiro. 3 - maringá.
daqui meia hora tenho uma consulta médica. (outra, ai jesuisinho...) e queria muito muito muito ficar em casa, ver esse filme mal-feito sobre gêmeos autistas que um deles quer ser o rocky balboa e brincar com a luana, que agora descobriu que gosta de brincar de comidinha, e seus cubos coloridos se tornam macarrão, bolo, panquecas e sorteve.
luana esta com amigdalite, por isso esta em casa hoje. sinceramente, eu acho que é pegadinha do mallandro porque ela esta ótima e me deixando a beira da histeria com essas comidas de mentira.
enquanto todo mundo se voltou pro fiasco que foi a apresentação de britney spears, equeceram-se das coisas legais que o VMA's proporcionou. como isso:
pra quem não reconheceu ninguém além do ex-nirvana-agora-foo-fighters dave grohl na bateria, a banda é o (atualmente, ninguém sabe o dia de amanhã.. ehhe) queens of the stone age. só o vocalista que é outro convidado. trata-se de cee-lo, o mesmo negão que se juntou com um dj, criaram o gnarls barkley e lançaram aquele hit que até eu adoro, crazy. a música é "make it wit chu", do novo cd do queens, o era vulgaris. eu acho legalzinha, mas um pouco enjoativa.
tem outras parcerias belezinhas, como a de eagles of death metal + dave grohl. há links pros vídeos aqui (propaganda hah). eu não assisti o VMA's, mas todo mundo diz que dave grohl que salvou a festa, por suas amizades interessantes e poder arrastá-las pra uma festa que teria tudo pra ser um show de horrores. sempre admirei o dave, por ter peito e ter vivido toda aquela loucura nirvana, e sair de trás da bateria, assumir uma banda como front-man e conquistar tudo que ele conquistou. e depois de descobrir que ele fez pontinha de figuração em um episódio de arquivo x, minha admiração aumentou um pouquinho. hah
mas sabe que não consigo condenar o povo por virar as costas pra coisas legais e jogar todas as energias na britney spears. eu mesma assisti o video dela antes de ver todos esses que acabei de mostrar. senti vergonha alheia. se os produtores queriam lançá-la novamente, erraram feio. a guria não estava preparada pra nada. muito menos pra se apresentar numa festa como essa premiação da mtv. eu me divirto horrores com as trapalhadas dessa mulher. há uns três blogs ali na minha lista que são especialistas em pegar as fotos mais escrotas e tecer comentários hilários. britney não dá uma dentro. só faz cagada atrás de cagada. entendo que ela tem o psicológico mais do que abalado por agir de um modo tão bizarro, mas depois de ter visto esse video, eu meio que entendi tudo. a vida dela deve ser horrível. pra sair e ficar alguns minutos na rua, deve ter estourado uns mil flashes na cara dela, e ainda é educada com os paparazzis apesar de estarem flagrando um momento mega embaraçoso. não que isso justifique andar sem calcinha, esfregar comida na cara, largar os filhos com guarda-costas, raspar a cabeça, acreditar que é o anticristo, assassinar cruelmente a moda e pular da virgem do interior pra drogada sem tipo. mas agora, a vergonha alheia se tornou pena.
um teste super bobo ok assumo. não disserta nada sobre o assunto, lógico que o que eu carrego é de alguém de 20 anos, porque eu tenho 20 anos. alôou. queria achar aquele teste que diz coisas sobre a personalidade da pessoa pelo o que ela carrega na bolsa. um dia desses eu tava navegando por blogs e vi uma menina postando sobre esse teste, mas não havia link.
recentemente eu descobri que adoro bolsas. vejo-as nas vitrines e fico doida. quero todas. até uns anos atrás, eu só andava com aquelas bolsas "de carteiro". por serem práticas, esportivas, multi-uso (porque eu as usava pra ir na escola, no médico e até pra sair a noite). houve uma que era a minha cara, de uma marca obscura, "stay awake", e vinha junto com ela uma espécie de manual de como agir caso você fosse abduzido por ets. achei bárbaro. era toda preta, de um tecido mole, havia 40 mil bottons e algumas queimaduras de cigarro. usei e abusei e ela ainda esta inteira. aí minha mãe me deu uma mais mulherzinha, da sexy machine, vermelha e cinza. com bolsos extras e toda cheia de fru-fru. com o tempo, eu e minha mania horrível de "personalizar" as coisas, enchi de rabiscos, desenhos e até frases idiotas com cola colorida tipo "no delicate, only feminine". a bolsa encardiu porque eu jamais lavo as minhas coisas que não são roupas. um dia, num consultório médico eu senti vergonha daquela bolsa punk demais pra uma mãe de família. decidi arranjar uma decente, mas que me agradasse. algumas do site picnicdelefante me agradaram, mas na época eu não tinha 50 dinheiros pra dar em troca de uma bolsinha feita a mão. coincidiu com a minha mãe voltando do japão e a clássica pergunta - "você quer alguma coisa?", e pedi uma bolsa. ela trouxe uma espécie de sacola do peter rabbit, toda discreta e de algodão cru. eu já coloquei bottons discretos e uns chaveiros do jack (do filme "a nightmare before christmas"). me seguro demais pra não deixar ela horrenda. é meu karma.
minha bolsa não é meu mundo, até porque eu não fico o dia inteiro na rua. mas entendo sua importância e o porquê dela ser considerada uma parte da personalidade do dono.
e o que deveria ser um texto sobre um teste besta que eu não achei se tornou a história de amanda e suas bolsas. oh.
ele era forte. forte e bonito. assustava de primeira, mas quando se conhecia um pouco além, via-se que era brincalhão, carente e carinhoso. tão carinhoso que seu carinho era bruto, por não ter noção da própria força. seu nome era fidel, nome que eu escolhi e todos gostaram (nada a ver com o famoso dono cubano, eu gosto da sonoridade). fidel chegou em casa pequeno, alegre e com a desvantagem de ser cão de guarda. por isso ficava do lado de fora, enquando a cadelinha menor e de "companhia" ficava dentro de casa. mas logo essa mordomia acabou, porque eu cansei de vê-la fazendo cocô no meu quarto e lambendo meu pé enquanto via televisão. fidel teve que dividir atenção com uma kurzhaar dachshund, viadamente chamada nênem. fidel era um boxer lindo. talvez, não talvez nada, era o boxer mais lindo que eu já vi. nas poucas vezes que conseguia passear com ele, os elogios surgiam de todos os lados. eu tinha muito orgulho do meu cachorro. fidel tinha intestino frágil, logo não era qualquer ração que poderia ser servida. era um cão paciente, brincalhão, leal e (ás vezes) obediente. nunca foi capaz de morder niguém. quando chegava um carro, eu somente falava "vai pro canto, fidel!" e ele ficava quietinho num canto, enquanto eu abria o portão. somente quando o carro era estranho, ele ficava nervoso, então tinha que segurá-lo. era um anjo para tomar banho. e um demônio em festas de fim de ano (fidel tinha medo de rojão). as únicas vezes que eu morria de ódio dele era quando ele fugia e eu tinha que sair correndo atrás dele na rua, ás vezes na avenida, e morrendo de medo dele ser atropelado. mas depois eu aprendi que correr atrás era inútil, e o melhor a se fazer era ficar parada perto do portão, esperando ele se cansar da brincadeira e voltar pra casa.
e daí houve a mudança de cidade. meu coração ficou aperdado sabendo que fidel iria dentro da propria casinha, dentro do caminhão de mudanças. mesmo com os remédios pra dormir, ele chorou o tempo todo (segundo o motorista). depois de quase 6 horas de viagem, quando abriram a porta do caminhão, fidel saltou. tremendo. com medo. fome. sede. ficou perto de mim e do moisa (que "adotou" o fidel muito rapidamente) enquanto tentava reconhecer o local. casa nova. garagem nova. nada de espaço e de quintal pra correr e cagar. os primeiros dias foram horríveis. mais pra ele do que pra mim. fidel queria entrar em casa o tempo todo, quando a gente saía, ele chorava, latia, pulava no portão. fugiu três vezes no espaço de um mês. não se acostumou com a ração nova (a de costume não se vendia por aqui), triste e tenso. como sempre, fazia sucesso pela redondeza, alguns vizinhos paravam e faziam gracinhas, brincavam com aquele cachorro bonito e simpático. fidel ficou doente, emagreceu. tossia e preferia ficar deitado.
enquanto isso, uma vizinha começou a reclamar do cheiro. como ja disse, fidel tinha o intestino sensível, e ração nova significava fezes moles. eu jogava água e desinfetante, mas algum engenheiro muito gênio desenhou as casa onde moramos (eu e a vizinha) de modo que toda a água que eu usasse pra lavar minha garagem passasse em frente às quase 10 casas abaixo da minha. logo isso começou a incomoda-la. reclamou para uma outra vizinha, ligou pra vigilância sanitária e me deixaram um aviso. nunca, jamais se dirigiu à mim. eu não sabia o que fazer. fidel não estava gostando do novo local. e eu tinha muitas coisas com o que me preocupar além da água que escorre em frente à minha casa. pensei em me mudar, ligamos pra imobiliária pra tentar fazer uma canaleta na calçada, para que a água escorresse pro bueiro mais próximo. nada adiantou. a solução final, e mais drástica, seria se desfazer do cachorro.
liguei pra prefeitura e me informei. eles pegavam cães e levavam para um canil municipal e ficavam lá por 30 dias até serem adotados. se ninguém se interessasse, seria sacrificados. NUNCA. se fidel fosse morrrer, seria por causas naturais. segui igual louca, de fórum em fórum, anunciando uma doação de boxer adulto, vacinado, saudável e educado. em menos de um dia, duas pessoas se interessaram. eu estava tão atordoada e com tanta raiva da vizinha, que nem parei direito pra pensar no que estava fazendo. logo entrei em contato com uma mulher que mora aqui perto, na mesma região metropolitana mas em cidade diferente. combinamos e um rapaz (irmão dela, não lembro) veio buscar o fidel. fidel, sempre muito dado, logo sentava do lado do rapaz, como se já soubesse seu destino. se deixava afagar, lambia, pulava, fazia aquele movimento com a patinha, que parece um soco de boxe...
quando o rapaz colocou o fidel no banco de trás do carro e partiu, a ficha caiu. entrei pra dentro de casa e chorei. chorei. chorei. chorei como se tivesse perdido alguém da família (e não foi?). e passou aquele filminho na cabeça, dele chegando em casa, dele crescendo, dele latindo. e eu pedi perdão bem baixinho, pelas vezes que esqueci de dar comida e ia correndo de madrugada encher o potinho de água fresca e ração, das vezes que gritei sem necessidade, das vezes que falava "sai pra lá, seu fedido". o rapaz deixou telefone, endereço e tudo mais necessário pra entrar em contato. mas eu nunca quis. eu sei que se eu visse o fidel novamente, iria querer levá-lo de volta pra casa. se ele estivesse ótimo, me sentiria a pior dona do mundo. se ele estivesse mal, me sentiria um lixo de culpa por ter deixado ele ir. iria sofrer de qualquer jeito.
e hoje, eu resolvi tirar a casca dessa ferida, caçar fotos do fidel no computador e escrever sobre o melhor cachorro que já tive. e a forma (um tanto injusta) que o perdi.
1. fidel adolescente; 2. fidel fazendo pose com mayra, oriana e nenêm; 3. fidel com medo dos rojões; 4. pose.
5. alerta; 6. olhando o movimento da rua; 7. posição preferida; 4. eu competindo com ele pra ver quem tem mais bochechas.
atualizado (24/09/2007) - minha irmã foi atrás do novo dono, no orkut (porque meus recados ele não respondeu), e ele disse que já faz uns dois meses que o fidel fugiu. pulou o muro com medo dos fogos e desapareceu. deixou recados nas rádios da cidade onde mora, mas até agora nada.
o anos que aparece no início são meramente ilustrativos. porque eu conheci ana lúcia em 2001, a ângela e a paula em 2002. algumas fotos são de 2007. mas foi tudo mais intenso entre 2004 e 2006. as dementoid fest, os clubes da lulu, os passeios, supresas, comidas e conversas. foi tudo muito legal, divertido e inesquecível.
ana guadalupe, ana célia, ana lúcia, eloise, paula, joyde, vanessa, juliana, simone, thais, isadora, ângela e letícia: esse vídeo é de todas vocês.
ps - e se alguém vier reclamar que esta feia nas fotos eu vou editar o video e por smile em cima do rosto ok. =P
eu gosto de falar do passado. sou do tipo de pessoa que não guarda ressentimentos então tudo e todos que fizeram parte são lembrados com carinho. também adoro olhar pra trás e rir das coisas que aconteceram, rir dos erros e do meu próprio ridículo. um tempo atrás, eu comecei a escrever um post sobre minha vida, comentando ano a ano (os mais importantes). mas o post tinha ficado grande demais, tentei encurtar mas não deu certo. então deixei aquilo de lado. e eis que uns dias atrás, eu vou ao blog da letícia e encontro um post com a mesma temática, só que melhor desenvolvida (hehe valeu lê). pensei em fazer algo parecido, pedi autorização da dona lê e ela, sempre fofa demais, autorizou numa boa. recomendo isso à todos, quem sabe isso possa até virar tema de correntes de blog. adoraria ler sobre a vida (completa) dos blogueiros que visito.
***
it's a baby girl! eu já cansei de ouvir histórias sobre amanda-bebê. minha mãe adora dizer que eu era um bebê molengo, quieto e gordo. que me colocava no carrinho e minha cabeça pendia pro lado, tipo cabeça pesada. acho que isso foi uma coisa boa, porque quando eu nasci a mayra tinha quase três anos e queria muito atenção de mamãe. uma vez, ela foi aumentar o bico da mamadeira - porque o mix que ela fazia era super com leite, farinha láctea e banana - e meu pai cortou demais sem querer e ficou aquele puta buraco. ela ficou com medinho, que seu bebê frágil e pequeno fosse se engasgar. bobagem... a amanda-bebê mamava tudinho, de golada em golada e ainda ficava chupando o ar da mamadeira.
sweet childhood. quando criança eu era o oposto de hoje. era uma criança atentada, extrovertida, xereta, cara-de-pau, exibida e magra. sim, eu fui magra. lembro de poucas coisas antes dos 6 anos. minha mãe diz que assim que eu comecei a andar eu corria pra casa dos vizinhos e ficava lá o dia inteiro. com 3 anos, eu vi minha irmã indo pra escola e quis ir também. por isso comecei a frequentar a escola muito cedo. a minha irmã caçula nasceu quando eu tinha 6 anos e a mayra tinha 8. minha maior mágoa era que a minha mãe não deixava eu segurar a oriana no colo, mas a mayra dava mamadeira e até fazia dormir. alguns meses depois, brincando, eu destronquei o ombro dela sem querer. tá explicado? eu adorava aparecer, e a prova disso foi o aniversário de 8 anos da mayra. meus pais fizeram uma mega-festa e um amigo deles fimou. eu fico a fita inteira gritando "tio, me filma!", abro os presentes da minha irmã, pergunto pras pessoas que eu não conheço "quem te convidou?", danço loucamente e ainda apago a vela na hora do parabéns. agradeço aos céus por fita VHS ser sensível e mofar com o passar do tempo. eu era briguenta, batia no filho da empregada, fazia arte na escola e adorava ser a liderzinha nas brincadeiras. e ai de quem me contrariasse.
puberty discover. sei que a puberdade começa muito depois dos 8 anos, mas foi a partir dessa idade que as mudanças começaram. a maior delas foi de cidade, ou melhor, de estado. saí do sul do paraná pro interior da bahia. saí do leitê-quentê pro oxe-mãinha. comecei a engordar, fiquei tímida, retraída e total presa num mundo interior. fiz trabalhos voluntários, conheci o mundo pobre, as indiferenças, a ignorância. aquele meu mudinho rosa caiu. com 11 anos voltei pro paraná e morei 6 meses no sítio do meu avô. quando mudei com minha família pra maringá, tinha 12 anos, muitas expectativas e nenhuma orientação. fui uma pré-adolescente normal, tive amigas, escola, amores e festinhas. conheci o punk rock e muita coisa mudou.
ch-ch-ch-ch-changes. com 14 anos fui com minha familia pro japão. ao invés de ir pra escola, eu decidi trabalhar. por causa da minha idade, foi dificil arranjar um emprego. fiquei alguns meses em casa, e nesse tempo aprendi a escrever/ler japonês, inglês e comecei a fumar. foi uma fase de muitas descobertas e milhares de histórias. cortava meu próprio cabelo, furava a orelha escondida no banheiro, gastava todo meu dinheiro com cds, revistas e comida. comecei a ter sintomas de transtono alimentar mas mal sabia o que era aquilo. começou minha paixão por fotografia, que fez meus pais me darem uma câmera profissional de 15 anos. sentia prazer em perder tardes de sábado e domingo no chão da sala vendo filmes. chorei quando não pude ir a um festival de verão que teria green day como banda principal. muitos amigos, amores, desamores, porres e diversão.
um dia cansei de tudo e desejei do fundo do meu coração ir embora daquele lugar. os céus me ouviram e meses depois eu e toda a família pisávamos em solo brasileiro depois de dois anos e meio fora. tudo estranho, diferente. tinha que recuperar os anos perdidos na escola, e por isso fiz supletivo em um colégio nada católico, foi marcante. perdia as noites teclando no mirc e perdia os dias fumando sem fazer nada. aprendi a cozinhar, a pagar contas, andar de ônibus. brigava com todo mundo em casa pra poder me perder no tribo's, ia de bicicleta, chegava com hematomas, zumbido no ouvido e dormia plena de felicidade com a roupa da noitada. cansei de rasgar calças, perder bottons, levar soco na costela e subir no palco. conheci o amor da minha vida naquele ambiente escuro e enfumaçado. comprei um baixo e arranjei uma coisa pra fazer nas tardes vazias. me vestia mal de propósito, comprava minhas camisetas em lojas escuras, me enchia de pulseiras com muito metal e pontas afiadas.
em alguns meses tudo mudou, com uma escola de verdade, responsabilidades, provas e cobranças. o amor platônico se transformou num namoro cada vez mais sério, enquanto eu tentava manter a média escolar. mas falhava. tensão, muita tensão. aprendi a me vestir como uma menina deve se vestir, aprendi que um rímel, curvex, lápis e pancake não faz mal a ninguém. assim como uma boa escova no cabelo pode fazer alguns milagrinhos. comecei um regime próprio bem louco e emagreci horrores. perto do final do ano a notícia que mudaria a minha vida e eu subiria um degrau na vida sem curso preparatório. fiz meu primeiro blog. me "casei" e fui mãe aos 18, quando a adolescência estava acabando.
too young to be too late. e tudo caiu em cima do meu colo: uma casa, filho, marido. o ócio passou a ser coisa de um passado não tão distante, e logo me vi sozinha naquela casa enorme. sendo empurrada pela vida aprendi na marra, como muita coisa na minha vida. um passo de cada vez e tudo acaba se encaixando. perdi muitos amigos, fiz novos e mais valiosos. 15 quilos a mais e um tratamento psiquiatrico. desisti do vestibular porque, ou me dedicava a familia ou me dedicava aos estudos. passei apertos e crises, sempre com as pessoas que mais amo por perto. em um momento crítico, fiz um curso de webdesign e perdi o medo de sair de casa. uma mudança de cidade, vida nova em cidade nova. caminhando sempre devagar, mas caminhando pra frente.
to live happily ever after. ainda acho que estou em transição. tenho planos e projetos para muita coisa. vou fazendo uma de cada vez. vejo a luana crescendo e percebo que a abdicação de tanta coisa vale a pena, hoje sou muito bem casada e amo a vida que tenho. não me arrependo de nadinha que fiz, cada erro e cada acerto tiveram sua carga positiva em mim. e sinceramente, não sei se seria uma pessoa melhor se acontecesse diferente.
gente, eu to passada. como assim "com a força do vento"?? no domingo, no dia e horário do acidente (13:30) eu estava em casa, enchendo a piscina da luana, suando e reclamando do calor infernal pro moisa. vento? nada de vento, desculpa. no máximo uma brisa de refrescância mediana. e convenhamos, pra levantar um brinquendo enorme, cheio de crianças tem que ser um baita de uma rajada de vento tipo, pra destelhar casas e derrubar meu varal.
ouvi isso durante o almoço e fiquei imaginando os pais das crianças vendo o treco voando, os filhos sendo arremessados e sem poder fazer nada.
enquanto o marido se delicia com o poderoso chefão II, eu me preocupo com essa minha garganta constantemente arranhando. organizo meu caderninho de receitas e faço a lista dos filmes que temos por aqui, seja em DVD ou em DivX. tudo listado bonitinho, com nome original, data de lançamento e nome do diretor. listo até os que eu ainda não vi.
mas não me sai da cabeça que hoje tem show do matanza em maringá. em março desse ano, quando eu e moisa e luana passamos uma semana incrivel de mini-férias por lá, um show deles se encaixou na programação. foi perfeito. sei que dessa vez vai estar 40 vezes mais lotado que a primeira, que já estava insurpotável de cheia. e de multidão eu quero distância.
mas po, matanza é matanza. só de lembrar dos primeiros acordes de "bom é quando faz mal" já me arrepia os pelinhos do braço.
O Cirque du Soleil volta ao Brasil com o espetáculo "Alegria" a partir de setembro deste ano. A trupe canadense ficará dez meses no país para uma turnê por seis capitais. O primeiro destino será Curitiba, de 14 de setembro a 07 de outubro. Os ingressos variam de R$ 300 a R$ 130.
Para a turnê de "Alegria", o Cirque du Soleil trará ao Brasil 53 artistas de 14 nacionalidades, inclusive um brasileiro, o palhaço carioca Marcos de Oliveira, que faz parte da trupe. [+]
putz, queria MUITO ver um circo de verdade. mas que absurdo, um ingresso que custa pouca coisa menos que um salário minino, sem chance.
na veja de 8 de agosto, nas páginas amarelas, eu encontro a melhor entrevista desde aquela com o hebert vianna, quando censuraram a música dele (lembra? luis inácio falou, luis inácio avisou... hehe). a senhora da vez (vestindo um modelito amarelo, pra combinar com as paginas) era wilma magalhães, e a frase do topo "A CADEIA É UMA FESTA". pra quem é tão desinformado quanto eu, wilma foi condenada a 6 anos de prisão sob a acusação de ter montado um esquema criminoso para legalizar propinas recebidas por um dos principais símbolos da corrupção nacional, o ex-deputado João Alves, um dos célebres anões do Orçamento. e a entrevista é hilária, ela conta da vida na cadeia, sem perder o luxo e sem descer do salto.
Dá para ser chique morando na cadeia? Dá, sim. Fiz um enxoval para levar para a penitenciária. Não pude comprar pessoalmente, mas encomendei tudo. Toda a minha roupa é branca. Comprei calças de moletom e blusas branquinhas, calcinhas novinhas, sutiãs novos, cobertor novo, tudo novinho. É óbvio que quando eu sair de lá não quero levar nada. Vou doar tudo. Sou chiquérrima. Todo mundo adora quando eu chego. As funcionárias abrem uma porta bem pequena que tem na cela para perguntar se eu quero remédio. Sei que fazem isso só para me ver.
Mas deve ter sido muito difícil trocar a vida confortável que a senhora tinha por uma cela na penitenciária, não? Não. Vou dar um exemplo: dias atrás, quando voltava para o presídio, liguei para uma amiga. Ela estava chorando porque não arrumava namorado. Ela é linda e bem de vida. Essa tristeza que existe no coração de algumas pessoas não existe no meu.
Qual é a pior situação que a senhora enfrentou na cadeia? Nada pode na penitenciária. No começo, eu não entendia por que não podia. Um grampinho de cabelo do tamanho de uma formiguinha eles não deixam entrar porque é perigoso. Todos os meus sutiãs, que são da grife Victoria's Secret, têm arame. Não pude levar nenhum. Tive de comprar tudo novo. Também quis levar um repelente elétrico para espantar mosquitos e não pude. Nenhum dos meus xampus italianos pôde entrar. Eles dizem que tudo é perigoso. Só permitiram a entrada de meus cremes da Victoria's Secret porque as embalagens são transparentes. Também é constrangedor tirar a roupa para a inspeção toda vez que chego lá. Se eu soubesse que seria tão revistada, que usaria tanto este corpo, teria feito uma plástica antes.
A senhora está cumprindo pena num país em que rico praticamente não fica na cadeia. Não se sente injustiçada? Bobagem. O Paulo Maluf ficou mais de um mês na cadeia. O Edemar Cid Ferreira, dono do Banco Santos, também. Rico, quando pode, esconde que está na cadeia. Diz que está passando uma temporada no exterior. Pobre, em dia de visita, transforma a cadeia numa festa. Vai filho, vai primo, vai tio... Você acha que rico vai visitar outro rico na cadeia? Não vai. Fica esperando ele sair.
A senhora se sentiu discriminada na cadeia pelo fato de ser rica? Não. Ao contrário: as detentas adoram o fato de eu ser socialite. Elas dizem que, se tivessem o dinheiro que eu tenho, pagavam o melhor advogado e não ficavam presas nem mesmo por um minuto. Mas a minha situação na cadeia não está tão ruim assim para ficar gastando dinheiro à toa. Um advogado me disse que liberdade não tem preço. Tem, sim. Acho melhor cumprir a pena do que entregar a ele quase tudo o que ganhei na vida.
A senhora ficou famosa pelo hábito extravagante de temperar seus jantares com pó de ouro. O metal também aparece em seus vestidos, nos sapatos e nas jóias. Por que tem tanta obsessão por ouro? Ouro tem tudo a ver comigo. Brilha, é alegre. Meu brilho é muito grande.
A senhora está escrevendo um livro sobre sua experiência na prisão. Que tipo de história pretende contar? Vou contar cada vitória e cada derrota que tive na vida. Darei ênfase maior às mensagens de força e fé, pois espero ajudar muitas famílias que estão passando pelo mesmo que eu. Quero deixar claro que o importante é onde a mente está, e não o corpo.
Qual é o seu livro de cabeceira? Não tem cabeceira lá na cadeia. Estou lendo a Bíblia.
tudo começou na quinta-feira. o moisa saiu do serviço, me pegou em casa, pegou a luana na escola e partimos pro centro de curitiba resolver coisinhas. o ônibus da joyde chegaria às 20:45, então daria tempo de sobra pra ir em livrarias. faltando uma hora pro horário combinado, decidimos ir até a rodoviária e esperar dentro do carro mesmo. ai no meio do caminho a surpresa: congestionamento. e não era um congestionamentozinho não. era daqueles bem filho da puta. cheio de ônibus entrando na sua frente, carros, carros, carros, policiais nas ruas, buzineiros e etc. o caminho que faríamos em 5 minutos se torma o calvário de 30. e eu me perguntava o porquê de tudo aquilo, e lembrei: véspera de feriado. todo mundo decide viajar na mesma hora. e o fluxo de ônibus aumenta uns 200%. quando finalmente conseguimos chegar na rodoviária, um guardinha diz que não podemos parar na parte reservada para embarque & desembarque, mesmo o ônibus da joyde ter chegado a 20 minutos. paramos em fila dupla uns metros a frente e eu pulo carro e me meto no meio da multidão (gente gente gente). entrei em pânico, COMO achar a joyde naquela muvuca sendo que eu tinha esquecido o celular em casa. mas uma mão divina tocou minha cabecinha de vento e eu vi joyde vindo em minha direção. jantamos pizza, exaustos.
sexta-feira foi o dia-preguiça. fizemos a compra da churrascada do dia seguinte, eu e joyde andamos num mini-bosque aqui perto. a noitinha, farra em casa com cervejinhas de leve. vimos 200 cigarros e rimos muito. queimamos gasolina de madrugada, liguei pra minha amiga rachel no rio de janeiro só pra falar oi (louca), em seguida ela entra no msn e eu e joyde fazemos uma serenata ao som de keane. bagunça, gargalhadas, sessão de fotos. praticamente eu voltei aos meus 16 anos. adorei.
terrible hungover de sábado não acanhou ninguém. o irmão do moisa chegou de manhanzinha pra ficar até domingo aqui, e houve um desafio de sinuca. bar do huck (e não hulk, porém o homenzinho verde é o mesmo) foi testemunha. junto com a batata slayer e as conservas muito convidativas para uma intoxicação alimentar. às 4, os cbcc-fellas chegam pro encontro que entrou pra história. amigos vindos de são paulo e rio de janeiro colocam os pés em terras curitibanas e fazemos a churrascada que vai até às 3 da manhã. não existe uma adjetivo certo pra descrever o que foi econtrar com todo esse pessoal, conversar, fazer videozinho homenageando outro colega, beber, comer, rir muito... imagine algo muito além do "foda demais". mais ou menos isso. até a luana se divertiu pra caralho.
é difícil explicar pras outras pessoas que esse sábado inesquecivel foi com um galera que eu conheci no orkut. a maioria das pessoas liga o orkut à pessoas vazias e superficiais, ou para aquelas que "só add quem conheço". mas é um ótimo lugar pra se fazer amigos, basta saber peneirar. e o cliche busters country club esta cheio de gente bonita, inteligente e de bem com a vida (ahah).
fabiyo, paula, rafael, rodrigo e gizah: AMEI conhecer vocês pessoalmente. eg, rafaela e joyde: vocês eu já conheço, não conta. ahah mentira. obrigada por terem vindo. de verdade. todo mundo já passeia de motinha dentro do meu coração (como diz tia paula). e posso dizer que as melhores pessoas que eu conheci foi pela internet.
o domingo foi o mais morredeira que eu já vivi. não somente eu, como todos em casa. ficamos todos de barriga pra cima, esperando a hora passar. cunhado e joyde partiam quase no mesmo horário, então enchemos o carro e rumo a rodoviária pra dona joyde descansar na propria cama. e sim, congestionamento fofinho e joyde chega em cima da hora. a volta e a parada no aeroporto. seguimos pra casa, eu e moisa somente querendo cama e sono tranquilo.
porque né... na segunda-feira a vida volta ao normal.
vim aqui super rápido avisar que meu feriadão foi maravilhoso. e em breve um post decente e a altura de tudo que rolou. quem sabe até com fotinhas ilustrando. porém no momento eu não estou com cabeça pra escrever sobre isso.
luaninha, no auge da sua esperteza e da minha permissividade, derrubou minha câmera e quebrou. pesquisei horrores na internet sobre postos de assitência técnica autorizada da olympus no brasil e descobri que so tem UMA, e em são paulo. e tem que mandar a porra da câmera por sedex e esperar 15 dias por um orçamento e ver se vale a pena consertar ou não. meu manual esta todo em japonês, ganhei a câmera de papai e mamãe, então estou perdida. pedi socorro pra coleguinhas curitibanos, o jeito acho que vai ser me arriscar em uma assitência não-autorizada. tomara que o problema não seja grave.
já até chorei de culpa, porque eu sei que ela é uma criança de 4 anos e brincar com um eletrônico não é nada seguro. apesar dela saber manusear a câmera muito bem. luana é esperta, mas bruta. quebrou o sensor do meu som, antes era somente um toque e a portinha do cd abria e agora tenho que segurar o treco senão ele fecha sozinho. sempre que vou limpar o toca-md, há mds enfiados lá dentro de qualquer jeito. a uns anos atrás, ela colocou um tazo dentro do drive de disquete do cpu. preciso dizer que ficou inútil? tempos depois, a mania dela ficar enfiando coisas dentro do drive de disquete passou pro drive de cd, que também foi inutilizado. e não sei como ela não quebrou o video-cassete dos meus pais, quando ela enfiava lápis de cor lá dentro.
agora ela aprendeu a ligar o dvd, além de trocar e saber comandos básicos como play, stop, pause e skip. sabe mexer no microondas e liga/desliga a máquina de lavar. só não mexe no computador porque não deixamos. mas depois desse acidente de gravidade mediana, essa liberdade e esperteza há de ser cortada. pro bem dela, que volta pros giz de cera e massas de modelar. e pro nosso bem, porque eletrônico quebrado me deixa deprimida.
ainda mais quando eu ganhei de aniversário dos meus pais.
AE! pelo menos não dessa vez. estou bem melhor, só passando um pouco mal do estômago porque esses dias eu ingeri mais remédios do que comida. mas tudo bem, eu fiquei os últimos 5 anos com algum disturbio gástrico mesmo. não faz muita diferença.
estou um pouco monga também. meio perdida nos dias e nas horas. acho que tudo isso acontecendo ao mesmo tempo me lesou de algum modo. ontem, por exemplo, eu vi na agenda da minha filha o convite da festinha de aniversário do coleguinha da luana na escola. eu juro que eu vi que a festa era na quarta-feira (hoje). fui correndinho pra feira, e parei na barraquinha de presentes, escolhi com carinho o brinquedo do momento, com uma embalagem decente e um preço justo. comprei um mimo pra luana também, porque eu sou uma mãe consumista que estraga a filha quando sai com dinheiro no bolso. cheguei em casa, fiz um pacote lindo com um papel de presente azul, porque o aniversariante era menino. hoje, arrumei a luana bonitinha, fiz rabinhos no cabelo dela e tudo mais. e ela partiu pra escola, com o pacotinho azul. e toda feliz, porque haveria festa na escola. a hora que ela chegou, ela me diz que não houve festa nenhuma. pois é... a festa é amanhã.
no consultório da dentista foi a mesma coisa. eu cheguei confiante, e quando a mulher da recepção me viu perguntou "você tem horário hoje?" (resposta interna: "claro, dã") mas daí eu fico tensa, pego meu cartãozinho e vejo a data "04/07 - 16:00". sim, eu estava no horário certo, mas e o dia? ou eu estava completamente doidona quando coloquei "4 de julho" ou estava atrasada um mês pra minha consulta. fiquei roendo as unhas esperando a moça chegar gentilmente dizendo que houve um engano e eu já tinha meu discurso prontinho tentando botar a culpa nela e na sua provável desorganização. mas não, eu não tenho tantas emoções assim. a dentista apareceu e me chamou pra mais uma sessão de tortura do zim-zim.
mas agora eu sinto que vou ficar saudável por pelo menos uma semana inteira. porque amanhã minha amiguinha querida joyde vem aqui (\o/), e nós vamos ter nossas sessões de filminhos, fofoquinhas, fotos e comidinhas.
o que você fez ontem a noite? bom, eu fui em um pronto-socorro odontológico, porque meu dente resolveu dar chilique em pleno final de semana. não aguentou esperar até a quarta-feira, o dia em que eu o levo pra ver a dentista simpática. eu já cheguei a ficar 8 anos sem entrar em um consultório odontológico, e quando fui, tinha menos cáries do que imaginava, e eram todas pequenas e bem superficiais. agora que eu resolvi ser certinha e cuidar direitinho dos dentes, me aparece todos os problemas possíveis. vou passar esse lindo domingo em família, com o rosto inchado e não podendo morder nada, e sentindo dores até na hora de falar. porque, por algum acaso, meus dentes batem um no outro quando eu falo.
fora os outros problemas que eu não vou nem citar, todo mundo já esta careca de saber. bem papo de velha hipocondríaca mesmo. já assumi e convivo com isso. eu devo ter feito muita gente sofrer nessa vida, pra estar pagando meus pecados agora.
meu nome é amanda e minhas doenças não são mais psicológicas.