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contador. hits.



 
Thursday, October 25, 2007 | 2:02 PM

long slow goodbye.
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essa é, provavelmente, minha última postagem nessa casa, nessa cidade.
o caminhão de mudança encosta aqui amanhã (e eu rezo para que cheguem de manhã) e não vou ter tempo pra me despedir porque estarei correndo encaixotando (gaahh!) o resto das coisas e fiscalizando pra ver se cuidam direitinho dos meus móveis.

estava preparando um post super adeus-são-josé/curitiba, mas preciso dizer algo antes.
dando uma espécie de continuidade ao post de ontem, hoje eu acordei cedo (com medo de perder a hora) e me desesperei por alguns segundos com o estado da minha sala, depois fiquei vendo televisão tentando não dormir.
moisa e luana tinham ido a rio negro, pra resolver pequenas coisas que ainda ficaram por lá e não podem esperar até amanhã.
me arrumei devagar, pus meu moleton querido de quase 10 anos e meti a cara na rua. quando saí, percebi que estava garoando e ventando.
peguei o ônibus pro centro de curitiba e tremi vendo que a garoa se transformou em chuva fina. do terminal onde eu desci até meu destino, era uma caminhada boa de uns 15 minutos. não ia me arriscar pegando outro ônibus e ir para lá na puta que pariu (minha especialidade) e daí me perder, ter um aneurisma, desmaiar na rua, bater a cabeça no meio-fio, ficar com amnésia e nunca mais voltar pra casa.
fui a pé mesmo, caminhar faz bem, mesmo na chuva. e eu já tinha visto o caminho no google earth umas 30 vezes, já sabia decor as ruas que passaria. estava segura.

agradeci silenciosamente o meu moleton querido de quase 10 anos, porque ele tem capuz. muito chique a amanda de capuz parecendo uma sem teto com um moleton de quase 10 anos. mas meu cabelo ficou seco ok.

daí eu achei o prédio facilmente, porque ele ficava em frente a um ponto turistico da capital, a 'rua 24 horas' que agora é 'rua sem hora' porque fechou (HAHAH).
subi super segura até o sexto andar, fui super segura pegar a senha e me sentei segura quando me chamaram. incrível, eu nunca sou segura assim.
até que me chamaram no consultório.
pausa, vou explicar o que se passa. eu fiz um tratamento dentário, todo mundo acompanhou porque eu adoro contar coisas inúteis da minha vida. e meu plano de saúde exige que procedimentos mais complicados (caros) sejam primeiramente avaliados por alguém deles e depois o treco seria liberado pra fazer no dentista de sua confiança.
aí eu fui lá para que liberassem a extração dos meus sisos, e liberar um tratamento de canal que eu já fiz.
eu também não entendi, enfim.

cheguei e fui atendida por um rapaz mais novo que eu, barbudo e com as orelhas deformadas por causa de alargadores.
ele mandou eu me sentar na cadeira, abri a boca e ele olhou de longe e disse "tá liberada".
oi q?
perdi o rebolado. pensei que o "avaliador" fosse alguém super severo e que iria me explicar porque sim ou porque não das coisas.
palhaçada eu acordar às 7 da manhã, andar quadras imensas debaixo de chuva pra isso. o pior é que eu vou mudar amanhã e nem sei se vou voltar nessa dentista. AH nem quero pensar nisso.
a parte realmente chata é que a pilha da minha câmera não deu pra nada, então fotos bonitas da rua (em dia de sol ok, sem chuva) só quando eu voltar aqui à passeio.


e um beijo gente.
até quando der.



Wednesday, October 24, 2007 | 3:57 PM

flashback.
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pausa pra reclamar: eu não aguento mais olhar caixas de papelão! *surta*


quem tem memória turbo deve se lembrar de quando eu postei aqui sobre o dia que a luana estava tirando auto-fotos e derrubou a minha câmera digital e quebrou.
se não lembra, eu ajudo.
demorou, mas levamos a máquina pra consertar. não ficou caro e o conserto era simples. o cara até me explicou por telefone que é uma coisa comum acontecer com câmeras cujo seus donos têm mãos moles (hehe).

coisa boba, mas eu que gosto de fotografar até a formiga andando em cima do azulejo quebrado, senti falta. ainda mais quando ia com o moisa pro centro de curitiba e via cenas inusitadas que mereciam ser eternizadas digitalmente. tipo a ocupação da reitoria da ufpr e aquelas faixas e comunistas sujinhos sentados nas calçadas.

e quando caiu minha ficha, não vou mais voltar aqui com frequencia, senti pontadas porque sempre quis fotografar o centro de curitiba mas nunca tinha oportunidade, e quando tive ficava com vergonha ou estava com pressa.
e eis que amanhã, tenho que ir resolver umas coisas com meu plano de saúde dental (que me torra a paciência) e pelo jeito vou ter que me aventurar sozinha. de ônibus. medo. medo. medo.
o moisa encaixotou o nosso mapinha, e eu estou quase desesperada. fui ver o caminho no google earth e vi que não é complicado, mas é uma boa caminhada. daí fiquei feliz, porque sozinha e tendo um caminho longo pra andar poderei tirar nem que seja algumas fotinhas humildes.

e daí me lembro que o recarregador de pilhas também foi encaixotado.
duh!



Tuesday, October 23, 2007 | 11:37 PM

maizomenos assim.
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eu conheci ela por fotolog. sim, eu a conheci primeiro. porque ela nem sabia que eu existia.
seu fotolog era popularzinho, 10 comentários eram disputados a tapa.
ela é bonita, deve-se admitir. muito bonita. eu tinha nojinho (hahah) porque ela colocava foto tipo "sou linda e entediada" com camisetinha do social distortion e pulseirinha de estampa de onça. e mesmo nas fotos que queria sair feia, saía linda.
puta que pariu.
eu raramente julgo as pessoas, e quando julgo, erro.
esse foi meu erro com maíra, eu achava que ela era uma chatinha insuportável metidinha que sabia que era linda. e olha, eu só conhecia a menina por fotolog.
às vezes a via em bares (no bar, na verdade, só fequentavamos um), toda bonitinha, com suas amigas fotologgers, que chamavam muita atenção.

não lembro exatamente quando entramos em contato.
mas eu lembro que foi uma época que eu já tinha desencanado de ver seu fotolog diariamente, e ir embora sem falar nada.
um dia, ela me deixou um recado em um fotolog meu, bem antigo, se referindo a uma pixaçãozinha que fiz no banheiro do tal bar. e foi aí que começamos a nos aproximar.
maíra sumiu da internet, nada de fotolog, orkut. no máximo um msn. e raramente.

nas primeiras conversas eu senti vergonha pela birrinha de anos atrás, e dei uma bronca em mim mesmo, por pensar assim de uma menina tão legal e gentil. jamais, repito, jamais julgue alguém. ainda mais por um fotolog.
e sabe o mais idiota? conversávamos direto no msn, mas quando a via pessoalmente ficava com vergonha de dar um abraço, gritinhos, pulinhos e demais cafonices que eu adoro. a única vez que agarrei aquela menina cheirosinha foi na minha última visita a maringá. estava falando um oi pra sua irmã e a vi, encostadinha no balcão. algumas cervejas na cabeça e amanda aparece na frente dela, morrendo de vergonha, oooiiii!!, não me arrependo, foi legal.

e você me pergunta porque eu estou falando dela?
seguinte, maira é casada namorada de um baixista, de uma banda muito legal, aliás. e hoje eu vi falando dessa banda na televisão e mais tarde recebo o e-mail, pedindo pra votar na tal banda para um festival no estado e etc.

tenho que falar que acho uma vitória essa banda ter destaque, porque conheci o vocalista nas minhas madrugadas no mirc, quando a banda tinha outro nome, outro som, outros integrantes, e uma das minhas primeiras idas ao tal bar do banheiro pixado foi pra ver a (falecida) banda headbangers.
e todo mundo já deve saber que eu conheci o moisa nesse mesmo bar, e etc etc.

bom, finalizando, quem mora no paraná (ou esta disposto a fazer interurbano ehhe) liguem nos números da imagem e votem na banda maringaense, havana 55.
vamos ajudar o namorado da maíra e sua banda. pra ela ficar famosa, eles ficarem ricos e maíra ganhar muitas jóias de presente. hehe
aí ela faz um festão de casamento e chama todo mundo que votou \o/



e quem ficou curioso pra ver quem diabos é maíra martins, ó a foto dela aqui ó, "a preferida" segundo ela mesma.
exclusiva pro blog.
=)



Monday, October 22, 2007 | 10:31 PM

joãozinho.
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por anos e anos, eu sempre ouvi das pessoas quando meu cabelo esta comprido e - por alguns segundos - solto: "nooooossa que liiiiindo!!! você pinta?? não??!! porque você não vende??"
a resposta era sempre a ridícula "ah-sei-lá".

hoje, eu e moisa fomos ao "palácio dos cabelos", numa rua duvidosa onde havia mais lojas com nomes de mal gosto onde se vendia e comprava cabelos.
entrei e fiquei alguns segundos olhando pras pessoas, que mantinham sorrisos no rosto, mas davam mais atenção à uma moça interessada em comprar um dos milhares chumaços de cabelos pendurados pela parede.
logo um homem, digo um rapaz, quer dizer uma pessoa veio me atender.
"oi-tudo-bem-quero-vender-meu-cabelo-quanto-custa?"
ele me pede pra virar e mostrar o cabelo pra ele. me sinto segura, lavei meus cabelos ontem, então eles estão cheirosos e sedosos e menos armado. o problema é que é muito difícil pessoas mexer no meu cabelo.
geralmente ele esta preso, e só mexem quando vão cortar.
eu mesmo faço minha escova, chapinha e demais penteados. de vez em quando, a luana brinca de penteá-lo. mas só de vez em quando.

aí me senti estranha, com aquela pessoa estranha passando a mão no meu cabelo, acariciando, "sentindo" e etc. ele nem falou o clássico "nossa quanto cabelo" nem perguntou se tinha química. já estava com meu discurso protinho de como eu nunca pintei o cabelo, de que eu nunca fiz nada além de uma chapinha, de que sempre faço hidratação e demais frus-frus e etc.
decepção.
de repente ele parou e disse: "com corte curto, 200 reais"
fiquei feliz, era o que eu esperava mesmo.

mas curto quanto? bem... assim:

agora imaginem eu, com esse rosto de pizza tamanho família, com o cabelo curtinho assim, chorando todos dos dias esperando ele crescer por 200 reais... meu cu.
perguntei se cortando ele no ombro quanto ficava, ele dizia que não dava venda.

ok. até a próxima.



Saturday, October 20, 2007 | 12:25 AM

eu sumi, perceberam? não?!
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de repente decidimos viajar.
e quem me dera se fosse uma viagem de lazer. os planos eram de só sairmos daqui depois de resolver pequenas pendências em curitiba. o problema é que eu queria (e agora vou) fazer um concurso pra prefeitura de rio negro, e as incrições só eram até dia 17.
a solução era sair correndo, deixando a casa bagunçada, quilos de roupa pra lavar e uma casa metade encaixotada pra trás e ir fazer a inscrição.
e bom, já que já estávamos na cidade, corremos de imobiliária em imobiliária vendo casa pra alugar.
cansativo.
a casa perfeita era longe demais, sem calçada e sem asfalto. o jeito foi pegar um quase meio-termo. uma casa bonita, segura, espaçosa e grande demais pra 3 pessoas. mas adorei a cozinha e quarto planejados e a idéia de privacidade.

e depois das principais missões cumpridas, era só jantar uma bela pizza e andar um pouco pela pracinha. o "andar um pouco" se transformou em ir de um ponto e voltar. as pernas, as costas, a cabeça e os olhos cansados. a melhor coisa era curtir uma televisão no hotel mesmo.
hotel lindo, aliás. pequeno e simples. com muitos frus-frus, enfeites e uma dona simpaticíssima. a mesa de sinuca me seduziu mas a cama e o controle seduziram mais.
e por mais que estivesse extremamente cansada, tive insônia e acabei assistindo o casamento dos meus sonhos na HBO, comédia romântica boba, clichê e enjoativa com jennifer lopez. mas é bonitinha.

na manhã seguinte partimos pra praia, porque somos bonzinhos e filhos de deus.
hahah quem dera se fosse pra festar, mas precisávamos de uns documentos e outras coisas que não preciso ficar explicando aqui. mas isso foi resolvido em menos de uma hora e o resto do dia foi pra sentar na areia, sentir o vento no rosto, olhar o mar, fazer uma roda, uma fogueira, pegar o violão... ahah mentira. mas foi gostoso aquela calmaria da praia vaziiiiiiia só a gente por onde a vista podia alcançar, a água gelada que era o diabo. a luana fazendo milhares de castelos, e a gente respirando tranquilo com quase tudo engatilhado e dando certo.
pausa obrigatória no parquinho, e eu me divirto com os garotos brigando verbalmente pra decidir quem era o homem-aranha preto. me lembrei de eu e meus primos brincando de changeman (atualmente conhecido como "power ranger") e as meninas brigando pra ver quem seria a changeman rosa.
crianças não mudam. tsc.

banhos milagrosos e eu me deito na cama e nada mais me tiraria dali.
naquele hotel tinha telecine e eu vejo um filme ridiculo sobre um triângulo amoroso de jovens presos em uma ilha. eca. coragem pra ir jantar? moisa me mima até nessas horas, trouxe comidinha no quarto. eu e luana nos deliciamos com macarrão e frango grelhado.
conversas, risadas, chocolate, coca-cola, vinho e hora de dormir.
eu disse que nada me tiraria da cama? menti. à uma da manhã eu e moisa acordamos irritados com a invasão de pernilongos no quarto. tinhamos esquecido a janela do banheiro aberta.
e foi uma guerra hilária, nós dois trombando pelo quarto correndo atrás de pernilongos espertos e gordos.
sem brincadeira, a gente deve ter matado uns 10 só no tapa.

e daí, quem disse que o sono voltava?
assisti um filme hilário chamado twenty bucks (+), e metade de airheads (+). o sono chegou e, se havia mais pernilongos, eu não senti.

a viagem de volta seria tranquila senão por um fato que merece parágrafo próprio e me martirizo por não ter ilustrações.
mas em um momento, eu e moisa paramos pra abastecer e o que há na bomba ao lado? um ônibus.
mas calma, não era qualquer ônibus... era o ônibus dos tchê garotos! se eu fosse fã desmaiaria.
como não sou, somente dei muita risada e senti profundamente por minha câmera estar quebrada pra não tirar 500 giga de fotos. fiquei com a melodia de vem me dengar o dia inteiro na cabeça e agora tenho que me concentrar pra não cantarolar. já mostrei o clipe no youtube pro moisa e chamei ele pra dançar, mas ele não quis.

e cheguei em casa hoje de tarde, deitei alguns minutos pra acumular coragem e encarar a bagunça deixada pra trás.
último final de semana em são josé dos pinhais. semana que vem parto daqui, e vida nova. casa nova.
só que dessa vez, o blog vai continuar o mesmo.
eheh



Monday, October 15, 2007 | 1:40 PM

barbie is a slut.
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a luana tem uma obsessão com a barbie.
ela adora a barbie, e tudo que você tem, ela quer um igual. mas da barbie.

um exemplo é que esses dias, a gente foi no mercado e eu comentei com a oriana que a luana precisa de um cinto, porque ela é magrinha e alta e suas calças caem. se eu esperar elas servirem na cintura, ficam curtas nas pernas.
ela disse baixinho, que queria o cinto da barbie.
eu sei que é coisa de criança, eu morro de rir.

aí ontem, eu estava no msn fazendo macacadas na câmera pra minha mãe e a oriana, que tinha acabado de chegar em casa (ela partiu ontem, shuif) e eis que elas têm a brilhante de ideia de mostrar um presente que minha irmã mayra comprou pra luana no japão e mandou por navio junto com outras coisas delas (a "mudança", coisas da casa, computador, miudezas, roupas e etc) que não puderam vir dentro da mala.

uma "casa da barbie".
cozinha, sala, quarto, banheiro e até área de serviço.
ficaram mostrando cada lado da caixa, porque ninguém abriu ainda. só a luana vai abrir (provavelmente no natal, quando eu for pra maringá).
agora imaginem a animação da criança no meu colo, gritando "é pra mim, mãe?", "eu vô ganha exe pligente?", "é a barbie mãe? noooossa!!" e etc.


tentei pegar um printscreen decente, mas ela não ficava quieta


agora aguenta dois meses da luana falando pra todo mundo que vai ganhar uma casa da barbie.
eu vou enlouquecer.
e se isso acontecer, culpem a barbie.



Friday, October 12, 2007 | 11:16 AM

sexta de sol.
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como sempre, a prefeitura esta fazendo festa nesse 12 de outubro.
como sempre, a festa é na rua da minha casa.
eles fecham a rua inteira, e só entram pedestres. quando a gente sai, tem que avisar pros guardas que vamos sair, e quando voltamos temos que falar pro guarda (ouvindo mp3 ou falando no celular) que moramos ali, naquela rua que esta interditada.
aí enchem de barraquinhas, montam um palco que eu ainda vou achar uma definição e ficam o dia inteiro falando coisas num microfone, tocando músicas e muita gente indo e vindo em frente a minha casa.
hoje de manhã, eu acordei ao som de balão mágico.

mas eu tenho coisas a fazer dentro de casa.
ontem me entregaram aqui umas 30 caixas de papelão, e a função que eu dei a mim mesma de encaixotar as coisas pequenas de casa.
sim amiguinhos, amanda se muda novamente.
a data da mudança é dia 26 de outubro, mas acho que eu e moisa vamos a rio negro antes disso, porque temos pouco tempo pra achar um lar por lá.

essa mudança estava prevista a muito tempo, e ela finalmente acontece quando eu estou com a barriga remendada. mesmo assim eu estou animada. eu gostei de rio negro, as primeiras impressões foram ótimas. e ainda estaremos a 100 km de curitiba.
disse ao moisa que, apesar de tudo, vamos sentir saudades. e quando isso acontecer, é so pegar o carro e viajar por uma hora, pessear na cidade, passar raiva com o trânsito e depois voltar pra nossa casa nova na cidade pequena e tranquila.
até lá vai ser um festival de montar caixas, enrolar coisas em jornais, fechar caixas e etc.

minha recuperação vai bem, obrigada.
a fase de dores intensas e contínuas passou, agora só dói quando eu ando demais (tipo ontem que eu achei que estava bem o suficiente pra ir no mercado) ou faço força. os cortes ardem se eu esqueço de tomar o remédio, e depois que eu tomo eles coçam. estou quase arrancando os curativos e destruindo os pontos na unha. aha mentira.
mas ainda evito serviços caseiros. pra evitar a fadiga. (heheh)
moisa e oriana ainda me cercam, mas eu já acho que nem precisa mais. moisa comprou uma revista pra eu parar de reclamar da televisão que só caga na "semana na criança".
superinteressante me deixará ocupada por algumas horas, e fiquei interessada na reportagem sobre os dois meses de arubaito de um mestiço no japão.

ah, e feliz dia das crianças pra todo mundo.
pras crianças grandes, inclusive.




feliz dia da padroeira do brasil.
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sei lá se o orkut parece feito pela luana por causa desse feriado, mas eu achei bonitinho.


enquanto isso, o google homenageia o pavarotti. super.



Tuesday, October 09, 2007 | 1:40 PM

futilidades at real time.
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enquanto não acho um widget que me agrade por inteiro, deixo aqui o link da minha mais nova bobagem internética: o twitter.

tipo uma mistura de nick no msn com chat de mirc.
a pergunta what are you doing? é sugestiva e deve ser respondida com até 140 caracteres. isso quer dizer, escreva o que estiver pensando. da pra mandar mensagens diretas pros amiguinhos, seguir pessoas e ser seguido. também dá pra deixar que somente seus "seguidores" leiam suas atualizações.
gostei de poder personalizar a página, gostei de encontrar minhas amigas por lá.

enquanto estou na busca louca pelo widget perfeito, aplaudo sileciosamente a querida irmanzinha se esforçando pra me ajudar. haha. eu me levanto pra ir no banheiro e ela vem correndo onde voce vai?. awn.

hoje as dores são menos intensas, já consigo andar sem chorar.
em breve, mais detalhes do diário de um pós-operatório.


falando nisso, olha aqui o que fizeram comigo. medo.



Monday, October 08, 2007 | 4:13 PM

mayra, em breve um texto decente.
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desobedecendo ordens médicas, da mamãe e do marido.
sim, estou postando.

eu não aguento ficar o tempo todo na mesma posição. hoje fiquei me perguntando como eu conseguia ficar deitada no sofá o dia inteiro nos tenros 13 anos.
acordei essa madrugada às 4 e não consegui mais dormir. assisti o final de império do sol (viva o fim de noite) e dormi profundamente durante a manhã.
sorte da luana ser uma menina ajuizada que ficou simplesmente vendo desenhos e comendo bolachas.
esta sendo um castigo, acreditem.
eu não posso ir até minha cama, porque eu não posso subir escadas. ir no banheiro é um martírio, mas eu preciso andar um pouco de vez em quando, porque meu intestino não funciona a corda. haja activia e alimentos naturalmente laxativos.
porque eu não posso fazer força pra nada. nem pra um pum.
tudo é longe, desconfortável e ou escuro demais ou alto demais ou baixo demais ou claro demais.
nem a televisão ajuda. colocam o filme mais idiota do mundo justo no dia em que tenho que ficar deitada no sofá vendo sessão da tarde.


só vim aqui desabafar porque levantei pra por um dvd e ir no banheiro (\o/), liguei o computador que fica do lado do sofá (quem conhece minha casa sabe que isso não é esforço nenhum) e aproveitei pra dar os parabéns pra minha irmã mayra. que faz aniversário hoje.
também vim dizer que tenho o melhor maridinho do mundo mimimi que cuidou da casa, da luana e fez jantinha leve e pastosa pra mulher podre com quem ele se casou.

e que venha a maratona twin peaks.
laura, save me.



Friday, October 05, 2007 | 4:18 PM

dessa vez eu não me perdi.
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acho que todo mundo que vem ao meu blog sabe que eu vou fazer um cirurgia e tal. nada grave. é uma coisa bem simples, na verdade.
e hoje eu fui me consultar com a anestesista. no centrão de curitiba. e a amanda treme.
eu não tenho medo de cirurgias. já fiz duas, não ligo pra hospital e vou numa boa. o meu medo era o medo mais idiota do mundo, o mais ridiculo e eu já passei tanta vergonha por causa dele que hoje em dia nem tenho mais vergonha de falar sobre isso.
eu tenho medo de andar sozinha na rua.
não é medo de assalto. é medo de me perder. de entrar em desespero, ter um aneurisma cerebral, cair no meio-fio, ficar com amnésia e nunca mais voltar pra casa.
pode rir, é verdade.
o moisa sabe disso, e mesmo assim mandou eu descer enquanto o sinal estava vermelho. eu respirei fundo e fui.
cheguei mais ou menos onde me indicaram, e vi o nome em vermelho, "vita batel". entrei e já começaram a fazer meu cadastro, quando me toquei que estava no lugar errado. eu deveria ir no hospital, e eu estava na emergência ortopédica. merda.

obras de arte, cheiro agradável, moças simpáticas, maquiadas e pessoas que abrem a porta pra você. isso é um hospital particular, gente. encontrei o lugar certo com facilidade, consulta rápida e logo eu estava na rua de novo. meu monstro estava do meu lado, e eu sigo pra um ponto de ônibus.
esperei uns minutos e, não sei porque, comecei a andar.
o centro de curitiba é lindo. lindo. lindo. lindo. até as lojinhas de sabonetes são lindas. por alguns momentos eu esqueço meu tormento e fico admirando vitrines, cafés fofos e até uns cartazes e pixações engraçadas (tipo o rosto do silvio santos). um rapaz me pede informações, eu pego o mapa e o ajudo. alguém mais perdido que eu, ufa.
acho outro ponto de ônibus, mas esse era mais camarada porque tinha a relação de linhas que passavam por ali, e dois velhinhos aguardando.
quando meu olhar cruzou com o da velhinha, ela puxou conversa. disse que tinha esquecido os óculos escuros e os olhos estavam ardendo por causa do sol. velhinha bem vestida e muito maquiada. eu a ajudei a subir no ônibus e pedi ajuda ao cobrador.

e isso merece um parágrafo único, porque o cobrador praticamente me colocou um nariz de palhaço imaginário. perguntei se o ônibus passava perto da rua XV e ele disse que sim. pedi então pra que me avisasse quando estivesse perto. ele riu, e disse "ela começa logo ali, se você quiser, pode descer agora e andar ela inteira".
mentalmente: "paunocu", mas disse que meu destino era o terminal guadalupe, e ele sotlou um aaaaaaahhhhhhh bem sonoro, e falou onde deveria descer. quando virei as costas, eu o vi rindo da minha cara, e comentando com outros passageiros que eu queria a sua ajuda, mas não queria dizer pra onde iria.
desejei profundamente que a cabeça dele explodisse. um pouco de gentileza não faz mal a ninguém.
ao descer, vi que a cabeça dele ainda estava inteira. ainda.

me vi numa praça onde eu só passava de carro.
ela é linda fora daquele vidro fumê. lugar familiar, segui meu instindo e fui reto. agora o centro bagunçado e sujo de curitiba. muitos prédios imensos, camelôs e gente gente gente. terminal guadalupe surgiu na minha frente, e eu quase senti o cheiro de casa, não fossem os mendigos.
garanti meu lugar na fila e esperei o ônibus olhando em volta, e sentindo profundamente o fato de minha máquina ainda estar quebrada. havia cenas maravilhosas pra serem fotografadas, e ninguém ali parecia se importar com elas.
me diverti com o pastor pregando algo sobre a alma que não descansa de quem pratica o mal.

uma observação, mesmo com os 37° graus de hoje a tarde, 90% das pessoas carregavam blusas de frio. coisa que se aprende por aqui, por mais que esteja calor, jamais esqueça seu guarda-chuva e sua blusa.
eu só fui aprender um ano depois.

cheguei em casa inteira, sã, salva e saudável. sem aneurisma nem amnésia.
somente com um ódio mortal do cobrador estúpido, e a preguiça de quem tem que acordas às 6 da manhã no sábado (amanhã!).
sim gente, só volto pra casa no domingo. e vou ficar em repouso recomendado por uns dias. minha irmã oriana vem aqui, me ajudar com a luana e fazer arroz com atum (hahahahah).

eu ficarei bem.
não chorem de saudade. heheh.



keane - somewhere only we know


joyde, rachel, eu preciso de vocês como vizinhas. shuif.



Wednesday, October 03, 2007 | 10:36 PM

momento histórico.
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eu não gosto de björk.
acho horrível, não entendo aquelas músicas e não vejo graça.
eu sou bruta, gosto de som simples. pesado ou não. gosto de coisas diretas e divertidas. gosto de matanza e ramones pra me divertir, gosto de lilly allen e eagles of death metal pra limpar a casa, gosto de sarah mclachlan e legião urbana nas horas pra baixo, gosto de queens of the stone age pra todas as horas.
coisas com firulas, "modernas" e conceituais não me entram na cabeça.

the killers eu só conheço uma música.
aquela que tocava a cada 5 minutos na mtv, e que eu até decorei o refrão. cheguei a ouvir coisas além, mas nhaca. chato. sério.

arctic monkeys eu conheço de nome.
uma vez me falaram que alguém dessa banda disse que ouviu muito o cd do queens of the stone age enquanto gravavam. nem sei se é verdade. não conheço nada nada nada. e nem faço questão de conhecer. eu tenho síndrome de anti-mudernices. não que o que eu goste seja antigo, mas.. ah, vocês entenderam.

hot chip? nunca vi mais gordo.


e é esse o "cast" do tim festival versão curitiba.
eu jamais iria.
a não ser se ganhasse as entradas e algo extra pra cerveja. confesso que seria divertido ver o público da björk. mas na hora lembro que iria chover novos roqueiros ensebados com seus cabelos meticulosamente desalinhados. aí eu me irritaria, no auge da minha arrogância dos meus 23 anos, que se fossem 32 daria no mesmo.

mas mesmo assim, quando o moisa saiu do trabalho, eu calcei meu adidas (ahaha) e fui pro shopping estação, entrei nas livrarias curitiba e comprei um ingresso, um livro do kafka e uma massinha de modelar pra luana. moisa tomou chopp e eu uma coca, porque estou tomando 40 mil remédios por dia, e passo longe de cervejinhas.
pagamos o estacionamento e fomos pra casa.
eu segurando o ingresso o tempo todo, com medo de que ele criasse perninhas e sumisse de perto de mim.

fiz questão de tirar foto sorrindo (ok, não estou sorrindo. mas nas outras eu estou) do lado dele. porque é a única vez na vida que vocês verão eu, amanda, segurando uma entrada pra um show desses:


vesga, eu?


lógico que não é pra mim.

HAVE FUN, JOYDE!!




broken walk.
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esses dias a luana começou a brincar de uma coisa que me chamou a atenção. eu só fui entender quando ela me perguntou se eu queria pêra, uva ou maçã. aí eu disse uva e ela me deu um beijo no rosto. perguntei quem tinha ensinado ela a brincar daquilo, e ela disse que foi a professora.
sim, minha filha tem 4 anos e já brinca de pêra-uva-maçã.
eu e moisa ficamos sem saber o que pensar, pra ela era somente mais uma brincadeira de apertar a mão, abraçar ou dar beijinho na bochecha. mas bem... quem já foi pré-adolescente não vê isso com tanta inocência.

eu me lembrei, daí, de um episódio que me aconteceu quando eu era criança.
não me lembro a idade, mas tinha entre 5 e 6 anos, estudava na saudosa escolinha "pequeno príncipe".
naquela época a brincadeira se chamava namoro atrás da porta, e não havia escolha de frutas, e sim a pergunta "o que você quer dele(a)?".
aí um dia me escolheram (óóó) e o garotinho disse que queria de mim um passeio.
o passeio era dar uma volta no parquinho, de mãos dadas. e se alguém tivesse coragem, trocar umas palavrinhas.

mas eu me neguei a fazer aquilo. disse que não queria dar passeio nenhum, que era pra ele escolher outra pessoa. o garotinho me olhava vermelho, e eu até lembro de lagriminhas nos olhos dele. e todo mundo me perguntava porqueeee?, sendo que ele era amigo de todo mundo, muito querido e etc. afinal, era um simples passeio.
mas eu fiquei firme, e não fui.
e o motivo era simples: eu morria de vergonha.
só de pensar em dar uma volta naquele parquinho gigante pra mim, e todo mundo me olhando e dando risadinhas, já era motivo pra eu mijar nas calças. eu gostava do menininho, a gente sentava na mesma mesinha (4 aluninhos por mesa) e ele me emprestava seus lápis (já que os meus não duravam muito tempo). uma vez, ele até me ajudou a recortar flores pra um trabalhinho em cartolina.

mas eu tinha pânico de passeio. qualquer outra coisa, mas passeio não por favor.
uma outra menina foi no meu lugar, e a brincadeira continuou.
no outro dia o garotinho estava em outra mesa.
e a gente nunca mais se deu bem, daquele jeito infantil. eu fazia pirraças, e ele dizia que eu era chata. eu me juntei na panelinha das meninas, e daí as lembranças do garotinho acabam.

sequer me lembro o nome dele.



Tuesday, October 02, 2007 | 6:10 PM

medo - parte dois.
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graças a amber, descobri um sitezinho que faz brincadeiras com a sua aparência. mas pra melhor, se você quiser.
é tudo muito simples e divertido. eu quase perdi a hora no dentista por causa disso (obrigado, amber!).

então, primeiro você pega uma foto sua de frente, tipo aquelas 3x4. sem cabelo no olho, sem luz demais ou luz de menos. eu tive que tirar a minha na webcam (por isso a cara de monga).
daí entra no site seventeen.com, faz uma conta (é mega rápido) e começa a criar monstrinhos-travestis.

como esses:

BÚ!




medo.
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na busca desesperada pra descobrir qual dos 4 chumbinho que eu tomo duas vezes por dia me causa o mal mais chato, que é esse gosto de toalha suja na boca, eu encontrei isso sobre a substância claritomicina:
Foi descrita descoloração dos dentes, geralmente reversível com limpeza profissional. Reações alérgicas, desde urticária e erupções cutâneas leves, até anafilaxia, síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica, foram relatadas. Houve relatos de efeitos transitórios sobre o SNC, incluindo tontura, vertigens, ansiedade, insônia, pesadelos, confusão, desorientação, alucinação, psicose e despersonalização. Foi relatada perda auditiva geralmente reversível com a retirada da medicação. Foram descritas alterações do olfato, usualmente em conjunto com alterações do paladar. Foram reportados raros casos de leucopenia e trombocitopenia.

e eu reclamando de gosto ruim na boca... tsc.



nota mental: tentar driblar o gosto de toalha suja com café só faz as coisas piorarem.



Monday, October 01, 2007 | 1:25 PM

dial 0800.
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seu dia esta ruim?
seu carro morreu naquela avenida movimentada?
chegou atrasado no trabalho?
levou bronca do chefe?
derrubou catchup na sua camisa novinha?
levou chá de cadeira no detran?
perdeu a carteira?
roubaram sua senha do orkut, e mudaram seu nome pra "ju taradinha"?
tá com dor de dente?

sua vida anda chata, boba, feia e cara de mamão?

ligue 0800 883 0012, e ouça uma mensagem de fé, coragem e perseverança.



é verdade gente. eu liguei. não precisa ter medo.