o proximo hit-of-the-summer. |
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a ana viu esse meme em algum lugar (que viu em outro lugar que viu em outro lugar... hehe gosto de procurar isso. caí em blogs legais), e eu achei muito legal. portanto, irei fazer também.
what philosophy do you follow? |
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You scored as Existentialism.
Your life is guided by the concept of Existentialism: You choose the meaning and purpose of your life.
“Man is condemned to be free; because once thrown into the world, he is responsible for everything he does.” “It is up to you to give [life] a meaning.” -- Jean-Paul Sartre ¹
“It is man's natural sickness to believe that he possesses the Truth.” -- Blaise Pascal ²
andei fuçando nos arquivos antigos do blog dela, talvez porque ela seja uma das únicas que eu conheço que viveu no japão e não virou um mano do gueto e esqueceu do português. interessada em moda (classuda), cinema e músicas legais (com pitadas indies?). ando lembrando bastante e com carinho de passagens pelo japão, e o gostinho de fui jovem demais sempre fica. 14 anos é uma idade complicada, você quer parecer ser outra coisa, os 16 são piores ainda. há a afirmação de si mesma, e fatos e frases e pessoas que poderiam não ter existido.
já contei quando dormi na praia? (finjam que não) nesse blog citado acima, há uma passagem sobre uma cidade chamada "hamamatsu". no meu tempo era onde havia a maior concentração de brasileiros. e uma vez, eu fui numa cidade perto (ou a propria hamamatsu, não lembro) porque iria acontecer um luau. e eu, minha irmã e nossos amigos surfistas pensamos que seria uma ótima ideia. eu lembro pouco da viagem, ou melhor, eu não lembro nada da viagem. só de ver outdoors em português e pastelarias. eu fiquei eufórica, pois em dois anos vendo só letreiros em japonês, ver algo direcionado pra pessoas como você entender, é um tanto emocionante.
mas ao chegar descobrimos que o luau tinha sido cancelado. os motivos não interessavam, o problema era que todo mundo estava vestido pra ir a um luau, eu de bermuda, camisetinha (do tipo cheeleader, que eu usei muito nessa época) e chinelo. as outras meninas mais arrumadas, mas todo mundo de rasteira, sainha, roupinhas surfistas e flores. e tínhamos viajado pra estar ali. e não foi uma viagem curta. pra não perder a noite, fomos todos a uma boate de brasileiros chamada the beer, e sim, eu entrei de bermuda e chinelo. eu adorei, porque eu era diferente de todo mundo e naquela época era tudo que eu mais queria ser. e eu lembro do lugar fumaçento, cheio de gente bêbada, dos banheiros sujos, do povo pisando no meu pé e achando super legal. uma boate é uma boate em qualquer lugar do mundo. e outra coisa que eu lembro é que no final do da noite, o dj tocou uma música do raimundos e eu e a minha irmã sabíamos a letra decor e fomos praticamente as únicas a cantar e pular por ali. pararam pra olhar. enfim, sweet sixteen.
e já estava amanhecendo quando decidiram pegar ondas, e eu e as outras meninas queriamos era um lugar legal pra deitar e dormir. uma delas, namorada de um dos surfistas-wannabe estava de biquini e canga e sentadinha na areia. como uma boa namorada de surfista. eu peguei a canga emprestada, deitei e apaguei.
acordei ao meio-dia, com alguém me cutucando com os pés, me chamando pra ir embora.
e assim acaba a história do meu primeiro bronzeado de caminhoneiro.
meu assunto ainda é dia das mães, ok. (finjam que esta sendo interessante)
fui ontem na escola da luana, buscar (and pagar) a lembrancinha que disse "sim" no bilhetinho, sim, quero lembrancinha do dia das mães. como estávamos viajando, tive que ir pegar pessoalmente.
era uma caneca linda, personalizadinha, com meu nome e o da luana. com um desenho que até combina com nós duas. quem me conhece sabe que passo o dia inteiro bebendo chá ou leite ou café, e que canecas pra mim são os melhores presentes. ó:
e esse foi o desenho que a luana fez de mim. agora ela faz dedos, sobrancelhas e cabelos. e sim, já escreve o nome dela, e o meu, e o do moisa.
esse postsecret exprime uma frase que eu digo mentalmente, e sempre quis dizer olhando nos olhos de dona marina:
"eu me amo, porque você me amou primeiro."
***
e a luana participou de uma apresentaçãozinha na escola dela, pro dias das mães. a turminha do pré II, todos descoordenados, fazendo a dancinha com a rosa que ensaiaram loucamente (menos a luana, que estava viajando), com risinhos de orgulho e vergonha, porque suas mães estavam sentadas olhando com risinhos de orgulho maior ainda.
eu me sentei ao fundo, porque gosto de fazer a linha da mãe discreta. hah. que bobagem. quando anunciaram a turminha da luana, eu me levantei e deixei minha câmera pronta e percebi que estava contra a luz, e isso deixaria os rostos das crianças escuros. tentei chegar mais perto, mas era uma mar de mães sentadas e não dispostas a se mexerem. fotografei de longe mesmo, usando o zoom e aumentando a luz interna da câmera. o resultado não foi o que queria.
mas da pra ver luaninha dançando com a rosa. e foi o suficiente pra encher meus olhos de lágrimas.
a turminha toda / girando girando / carinha pós-apresentação
ah sim, primeiro explicando. eu fiquei fora esse tempo todo. não pude deixar uma mensagem de despedida e falando todos os meus planos porque uma certa pessoinha lê meu blog, e daí estragaria toda a surpresa. quem é essa pessoinha? meu pai! aquele que eu não via já ia fazer uns 6 ou 7 anos. que não me viu grávida, nem casando, nem mudando, nem conhecia a luana. ansiedade era pouco perto do que eu sentia. e imaginem a tortura sentir esse turbilhão e não poder escrever uma linha sobre... resolvi fazer uma surpresa, pois o moisa conseguiu pegar 15 dias de férias no início do mês de maio. fiz todo mundo jurar segredo sobre a minha viagem-relâmpago a maringá, e cuidei pra que ele não desconfiasse de nada. por isso o sumiço no blog. e eu não gosto muito de postar na casa dos outros, gosto de ficar bem a vontade pra escrever, e ás vezes isso leva horas.
mas vamos ao que interessa. eu e moisa decidimos que, já que íamos pegar a estrada, era melhor fazer coisas que queríamos a tempos. de maringá fomos pra santos. de santos fomos pro rio de janeiro.
e depois de mais ou menos 3.000 km rodados, mais ou menos 480 fotos, engarrafamentos, rodovias péssimas, rodovias maravilhosas, serras, quilômetros e quilômetros de estradas beira-mar, hotéis caros, pousadas baratas, cavalos mortos no acostamento, caminhão de cerveja virado, novos amigos, novas paixões, presentes dados e recebidos, saudades morta e, agora, renascida... o texto que se segue vai ser imenso, já aviso. leia se quiser. se não, saiba que esses últimos 13 dias foram os mais inesquecíveis da minha vida.
o resto é detalhe.
PARTE I - maringá, pr
pouco me lembro da viagem pra maringá. acho que porque eu já fiz ela tantas vezes, que nem presto mais atenção nas coisas ao redor. ligo o som do carro, eu e moisa vamos cantando, e rindo das mesmas coisas. dessa vez, resolvemos ir por um desvio de 100 km (e um pedágio) a menos. e eu conheci a verdadeira ponte da amizade (hahah), que fica numa cidade chamada campo do tenente. ela é tão estreita que só passa um carro por vez. se você estiver atravessando, o outro carro tem que esperar. muita camaradagem num lugar só.
cheguei em maringá no início da tarde, descansei na casa dos pais do moisa e parti pra casa de dona simone. a quase um ano que não nos víamos. tantas coisas atrasadas pra falar olho-no-olho que faltou tempo. umas horas depois chegam ana e eloise pra completar. e conversinhas, fofocas, risos (gargalhadas), fotos, bolo de chocolate, pão de queijo e as meninas que eu não me canso. jamais. me senti mal em ir embora tão cedo. queria ficar ali até não ter mais voz.
mas outras pessoas me esperavam... minhas pernas tremeram, senti frio na barriga e suor nas mãos. cruzar um estacionamento pequeno, subir dois andares de escadas pareceu cruzar um deserto. a porta se abriu e ele estava ali. já abraçando a luana, com os olhinhos cheio de água e cara de não acreditar. tirei o atraso do abraço apertado e sincero. emoção pra todos os lados. e foram 4 dias de eu babar em cima do papai, e o papai babar em cima da neta. heh.
reencontrei velhos amigos, fiz novos amigos, bebi em bares, comi comida japonesa, comi comida da mamãe (prefiro), comi cachorrão de maringá (paixão), comi fondue às 4 da manhã (obrigada, paula), esqueci minha carteira no balcão de um bar de voltei chorando pra buscar. maringá sempre deixa suas marcas. não tem como se desvincular, com tanta coisa que passei por lá. por mais que eu queria deixar ela pra trás, não tem como. e agora, nem sei se quero mais. minha mãe, minha irmã e meu pai, todos vivendo na cidade que passei morando apenas 6 anos e meio. parece uma vida toda.
na quarta de manhã, pegamos a estrada novamente. rodovia castelo branco, cheia de pedágios. eu sinceramente prefiro pagar (quando posso... hah) e ter um tapete em pista dupla na minha frente. nada de passar por perimetro urbano, nada de me perder em centro de cidades confusas e mal sinalizadas. nada de quebra-molas, nada de pedestres. só a estrada, postos de gasolina e nós.
viagem longa, cansativa, e damos de cara com são paulo e seus engarrafamentos. meus amigos paulistas que me perdoem, mas eu tenho medo de são paulo. sempre suo frio, não respiro direito, acho que vou me perder e nunca mais voltar pra casa. não me sinto segura. e no meio de 7 pistas e um milhão de carros, eu abaixo o vidro e pergunto pro senhor do carro ao lado: "pra chegar em santos é nessa direção?" e ele responde de um modo rápido e prático. deu muito certo, e agradeço o senhor do carro que não lembro marca e modelo, mas enfim. se alguém conhecer um senhor que deu informação a dois caipiras assustados no trânsito, bem no meio de um engarrafamento, passem o meu e-mail pra ele (heh).
PARTE II - santos, sp.
chegamos em santos exatamente 6 da tarde. hora do rush. carros carros carros, tudo escuro e a gente sem noção nenhuma da cidade. rodamos mais ou menos uma hora em círculos. aqueles canais, pra quem nunca pisou lá, é muito confuso. aí num golpe de sorte, moisa pede informação num posto e uma mulher que trabalha na secretaria do turismo explica tudo que precisamos saber. depois de muito stress, achamos um posto de informações turísticas, ganhamos um mapa da cidade e respiramos fundo. calma. ainda não acabou. acontece que naquela exata quarta-feira, estava acontecendo um evento da fucking petrobras, e não havia um mísero hotel no centro com vaga. andamos tanto a pé (pois andar de carro era inútil) que meus pés ficaram com bolhas. finalmente conseguimos uma vaga em um hotel com nome de hotel de luxo ("ritz"), mas era uma construção bem velha e tosca que chegava a ser divertido. o elevador era o mais legal, tinha vários espelhos e dava uma impressão de infinito. até tirei foto la dentro (monga). descarregamos as malas e AH, respiramos fundo de verdade. quase 9 da noite. "babies don't sleep this well..."
no dia seguinte era o dia do moisa. eu fui como coadjuvante e fotógrafa não-oficial. difícil imaginar que aquelas naquelas ruas estreitinhas havia o tal estádio que vemos na tv. moisa é santista roxo. desde que nasceu. acho que desde antes de nascer, pois o pai dele é santista roxo. eu vi um lugar bonito, uma história sendo contada em forma de fotos, troféus, conquistas. ele viu toda a trajetória de uma paixão. ambas as formas de ver são emocionantes. conhecemos tudo ali, o museu, o campo, os vestiários, a sala de imprensa. vi até as banheiras e os chuveiros. com a vila belmiro já encravada na nossa memória, a gente tem que pegar a estrada novamente.
mas antes, paramos na beira do mar, sentamos num banquinho e conversamos de como seria bom morar ali. santos é uma cidade bonita. me surpreendeu. eu imaginava um lugar feio, caótico, pequeno com um porto e um estádio. mas não. tem todo um charme, uma orla marítima linda e é muito agradável. tiramos fotos de turistas e uma testemunha de jeová conversou com a gente. estávamos de bom humor, e deixamos ela falar o que quisesse. ainda tenho o papel que ela me deu.
partimos pra rodovia rio-santos. no guia que a gente comprou, diz que ela é ótima e badalada e o caraio. meu cu! só tem favela e bairro pobre nas beiradas. tá, de vez em quando a gente vê um calçadão massa e umas casas e hotéis chiques. mas muito pouco. e o limite de velocidade é de 80 e 60 km/h. a viagem não rende, tem partes muito serpenteadas e logo na divisa com o rio de janeiro o asfalto e de querer morrer. pegamos justo essa parte de noite, e fazendo companhia com os buracos tinha uma estrada mal sinalizada e mato demais cobrindo as poucas placas existentes. acho que não morremos porque deixamos a testemunha de jeová falar o que quisesse.
PARTE III - rio de janeiro, rj.
chegamos no rio umas 9 da noite. caipiras que somos, cagaço em passar pela av. brasil. passamos correndo, o mais rápido possível. eu tinha as coordenadas mais ou menos de como chegar na casa de rachel, não tinha como errar. mas erramos. RÁ! um erro juvenil, puro e simples. juvenil. "mantenha a direita" e mantemos a direita, mas na pista do meio. nunca estive no rio, não sabia que o que era "pista marginal" pra mim era "pista da direita" pra eles. enfim. fomos parar em um lugar feio, sujo, velho, abandonado, pixado e cheio de taxistas. liguei pra dona rachel, descrevi o lugar e ela riu. deboche desesperado, "mas o que mais tem no rio é prédio velho e pixado..." depois percebi que ela estava certa. pagamos pra um taxista nos guiar pro lugar certo, ele foi até camarada. mas cobrou carinho pra 3 minutos de contorno. heh. rachel e o marido, joão, foram nos buscar a pé mesmo, pois a casa era ali pertíssimo do lugar descrito por mim como "a feira que tem a estátua de luiz gonzaga". e abraços iniciais, timidez inicial. brindamos nossa chegada hilária a cidade. cansativo, na hora desesperador, mas engraçado. sexta acordamos tarde, passamos o dia a toa, conversando coisas que nunca tem fim e que nunca perdem a graça. encontrei pessoalmente com o daniel, o meu mais novo amigo de blog e um ótimo guia turístico. a noite fomos pra lapa, só pra vermos como era a tal lapa. havia um evento evangélico e eu ri por causa do contraste. um bairro boêmio, com cheiro de urina e pessoas cantando pro senhor. pessoas de todos os tipos, bares de todos os tipos e estacionamentos pagos e exploradores. bebemos e comemos em um bar de 4 andares, com pessoas barulhentas. também fizemos dobraduras com guardanapos, pra entretar a luana. sim, ela vai com a gente pra todo canto.
no sábado também acordamos tarde e decidimos ir fazer um tour. era o único dia. o domingo seria caótico. vi alguns pontos turísticos, andamos pelas ruas e eu achei lindo. nem liguei muito pra chuva que me perseguia desde maringá. cristo estava coberto pelas nuvens, e não quisemos chegar perto. já tinha passado da hora do almoço, a fome apertava, o mau-humor aumentava junto com a chuva e pegamos engarrafamento em pleno leblon. mas não ficamos irritados, o clima manoel-carlos-novela-das-oito esta no ar. se você prestar bem atenção, o instrumental de wave de tom jobim ecoa pelas ruas. hah (sem graça).
e daí com algumas fotos turista-pride na memória da câmera, corremos pra casa pra comer e não fazer nada. que era o que tinhamos planejado. protegidos da chuva e com os pratos maravilhosos e saudáveis do joão. pela primeira vez na minha vida, comi comida não-carnívora tão gostosa quanto a carnívora. salada de grão-de-bico (by daniel), arroz integral com brócolis e um quibe com carne de soja. joão esta de parabéns, e eu quero as receitas urgente.
e da-lhe musicas, cervejinhas, amendoins, azeitonas, carinhos na frida, carinhos no hank, conversas conversas conversas. vimos um episódio de twilight zone e some kind of monster até cair no sono. no domingo, era dia das mães, e eu fiquei triste por estar longe da minha. não estava nem na minha casa pra poder telefonar. mandei um cartão virtual engraçadinho, com uma frase engraçadinha ("obrigada por me trazer a um mundo onde o amor pode ser demonstrado virtualmente"), e algumas palavras simples e de coração. abracei a mãe da rachel, comi a comida dela, e voltamos pra hibernação. era meu último dia no rio e queria que fosse especial, então fiz o que era pra ser feito: NADA.
só companhias. só o clima. só nós. não fui no rio como turista, fui pra visitar uma amiga. a amiga de infância que eu nunca vi. até uns dias atrás. foi surreal. foi ótimo. foi maravilhoso. as palavras até fogem.
mas uma coisa é certa. voltaremos.
PARTE IV - a volta.
voltar é triste. saímos do rio de manhã, orientações de rachel de quais ruas pegar, onde virar e onde seguir reto. deu tudo certo. mais um engarrafamento e voltamos pra rio-santos. sim, é ruim, mas é grátis e não tava dando pra encarar os pedágios da via dutra e muito menos ir pra são paulo (calafrios). haha. no caminho, moisa me acorda e vejo dois cavalos mortos na beira da rodovia. inchados. chocante. ver gato morto, cachorro morto, pássaro morto, ok. é concebível. mas um cavalo? ou melhor, dois cavalos?? sem nada pra fora, só os dois lá, jogados um em cada lado. duros. quem sabe até podres por dentro. não me sai da cabeça essa imagem.
chegamos em são vicente de noite. moisa puto porque pegou outro congestionamento, de noite. cidade desconhecida. "acho que nos perdemos?" e caimos em uma avenida muito bem sinalizada. paramos na primeira pousada que vimos. o senhor com bafo de cachaça, catarata em estágio avançado e fumante de cigarros fedidos nos deu um quarto ok. com banheiro próprio, cama de casal, uma de solteiro pra luana e tv a cabo. dormi assistindo seinfield. acordei as 7 com uma chuva de assustar, tomei café e voltei a dormir. são vicente é a primeira cidade do brasil, dizia o quadro. fiquei curiosa, quero conhecer quando puder. vi umas praças bonitas e é colado com santos, a cidade-xodó minha e do moisa. hahaha.
perto das 10 da manhã, caímos na br 116, duplada e esburacada. da até medo. em todas as viagens que fiz na vida (e olha que eu já viajei muito de carro) eu nunca vi tanta gente trocando pneu estourado como vi em todos os trajetos. sempre que passava por alguns trechos críticos, achava que era a nossa vez de trocar o pneu. mas eu ainda estava com o papelzinho da testemunha de joevá de santos, e ele nos protegeu. correu tudo ótimo, chegamos em rio negro perto das 5 da tarde.
primeira coisa a fazer era buscar o bandini, que nem sequer lembrava mais da gente. hehe. estava lindo, cheiroso e com uma gravatinha. ficou receioso ao chegar em casa, mas logo marcou seu território e sentou no lugar de sempre com a cara de pidão de sempre. senti muita falta dele. de verdade.
e o prazer de chegar em casa. não tem como descrever.
foi comer, sentar, respirar, ajeitar as coisas, descarregar a câmera e dizer "oi", pra cada canto. ate pras novas aranhas que invadem quando ficamos mais de dois dias fora. não sei até quando vou sonhar acordada com essa viagem. foi a primeira que eu e o moisa fizemos. eu não conto as viagens pra maringá e pra barra velha, porque são estradas e cidades que conhecemos bem, e vamos ver a família. foi a primeira vez que a única coisa que tinhamos era um mapa, pouco dinheiro e muita coragem. a primeira vez que nos enfiamos em lugares completamente desconhecidos pra nós, com sotaques diferentes, pessoas diferentes, climas diferentes.